sábado, 27 de maio de 2017

Levy Fidelix diz que projeto do Congresso e de Meirelles comete crime de Alta Traição por desnacionalizar terras: 'Absurdo, compromete o futuro do Brasil!'


Imagem: Montagem Ilustrativa / Folha Política
"Vem um desses caras ricos,  compra terras, depois vêm os imigrantes e se instalam, daqui a pouco pode se transformar em um país, e aí teremos guerra", alerta Fidelix

O presidente do PRTB, Levy Fidelix, alerta para o perigo  na aprovação de projeto  de lei do deputado Milton Cardoso (PMDB/MG) que trata da venda de terras do Brasil,  juntamente com a nova Lei de Migração. Para Fidelix, os projetos desrespeitam a soberania nacional e apresentam riscos à nação. 

Atualmente, há restrições para a compra de terras por estrangeiros. Eles podem comprar no máximo 15 módulos rurais no Brasil (o tamanho de um módulo rural varia em cada município, podendo ir de 5 a 100 hectares), e não podem deter mais de um quarto das terras de cada município, o que, em tese, impossibilita que ocupem mais que 25% do território nacional. Com a aprovação da proposta, esses limites serão largamente ampliados.

Levy Fidelix expõe os problemas de se ceder a estrangeiros direitos sobre áreas e recursos estratégicos: "querem que se possa vender a estrangeiros terras acima de 100 mil hectares; no conjunto, vai ser até 200 mil, porque o cara pode alugar. Para dar uma ideia, é do tamanho de Belo Horizonte. Se essas terras estão em área agrícola, muito bem, pode ser. Mas e se for em área minerífera? Onde estão os minérios estratégicos, especialmente: nióbio, titânio, manganês... ferro, nem se fala".

O presidente do PRTB alerta ainda para a possibilidade de longo prazo que se abre com  a venda de grandes áreas de terra em conjunto com a nova Lei de Migração: "podem formar um país". "Vem um desses caras ricos,  compra terras, depois vêm os imigrantes e se instalam, daqui a pouco pode se transformar em um país, e aí teremos guerra". 

Notam-se ainda tentativas de aprovar o projeto às pressas. Houve rumores de que a reforma seria feita através de Medida Provisória, sem prévia aprovação do Congresso. Em fevereiro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o tema seria resolvido em 30 dias. A pressa gerou críticas de setores tão diversos quanto os "movimentos sociais" como o MST, os agricultores, e as forças de defesa. 

Levy Fidelix comenta: "O Barão do Rio Branco, que foi o maior diplomata brasileiro e incorporou muitas terras ao Brasil, deve estar rolando no túmulo. Não culpo as Forças Armadas, que não podem se manifestar no Congresso. Mas o Congresso está sendo leniente, está sendo passivo". E se exalta: "Traíras! Vão embora! Não vamos deixar! Não vamos aceitar mais esse golpe! Venda de terras, só a brasileiros".

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