quarta-feira, 31 de maio de 2017

Palocci quer prisão domiciliar para delatar banco, grandes empresários e Lula


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci tenta negociar que a sua pena seja cumprida em um ano de prisão domiciliar, com foco em depoimentos que envolvam banqueiros, empresários e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. 


Para ter a delação aceita, Palocci teria decidido revelar os detalhes de operações supostamente irregulares cometidas pelo ex-presidente do BTG Pactual, André Esteves, e o ex-dono do Pão de Açúcar Abílio Diniz, diz a publicação. Envolvendo Esteves, Palocci promete explicar supostas vendas de medidas provisórias no Congresso para bancos privados, nos quais o banqueiro esteve envolvido, segundo o ex-ministro.

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Já sobre Abílio, o petista poderia detalhar suposta manobra para tentar mantê-lo no controle do Grupo Pão de Açúcar, em meio à disputa com a francesa Casino. A disputa culminou com a saída de Abílio do conselho do grupo em 2013. Segundo o jornal, como a Casino contava com o apoio informal de Fernando Pimentel (PT), então ministro do Desenvolvimento de Dilma Rousseff, Abílio contratou Palocci para garantir influência a seu favor. O Grupo Pão de Açúcar fez pagamentos à empresa de Palocci, chamada Projeto,por meio do escritório do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014. Notas divulgadas em 2015 pelas partes confirmam as transações. Em 2015, a consultoria de Palocci soltou nota afirmando que os pagamentos tiveram como origem o grupo Pão de Açúcar, que contratou o ex-ministro para que ajudasse na fusão com as Casas Bahia.

Sobre Lula, procuradores exigiram que o ex-ministro confirmasse informações dadas por ex-executivos da Odebrecht a respeito de do ex-presidente, principalmente no diz respeito à conta "Amigo". Ele teria sinalizado positivamente. Outro episódio que envolve o Lula é o suposto benefício financeiro obtido por ele na criação da empresa Sete Brasil, em 2010.

Em posicionamento ao jornal, a defesa de Lula disse que a Lava Jato "não conseguiu apresentar qualquer prova sobre suas acusações contra o ex-presidente". Já a assessoria de Abílio disse que o contrato entre a Projeto e o escritório de Bastos foi alvo de investigação e não apresentou irregularidades e que, no período de vigência do contrato, Abílio não tinha função executiva na empresa. A assessoria do BTG Pactual não comentou.

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Lara Rizério
Infomoney
Editado por Folha Política
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