segunda-feira, 8 de maio de 2017

PT nega a legitimidade das instituições da democracia, alerta estudioso


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O estudioso de redes e democracia Augusto de Franco faz um veemente alerta sobre a estratégia de defesa de Lula e do PT. Segundo Franco, ao deslegitimar procuradores e juízes, os petistas negam a legitimidade das instituições, e "qualquer leniência com esse tipo de comportamento significará um perigosíssimo precedente que poderá levar, caso os conflitos se acirrem e as autoridades não respondam à altura, a uma dualidade de poderes" - o PT contra todos. 



Leia abaixo o alerta de Augusto de Franco:

O que está havendo é muito mais grave do que parece e poucas pessoas estão percebendo. A linha de defesa dos petistas investigados na Lava Jato e operações congêneres é a de negar a legitimidade das instituições da democracia, do ministério público e do judiciário. Eles não aceitam ser julgados pela justiça do país, como qualquer cidadão. E por isso deslegitimam procuradores e juízes acusando-os de partidarismo. Em vez dos investigados e réus se defenderem juridicamente e até politicamente (o que seria seu direito), eles atuam coletivamente, como organização, declarando uma guerra, inclusive de rua, convocando manifestações de insubordinação contra as autoridades legitimamente constituídas que estão apenas cumprindo seu papel constitucional. Consideram seus correligionários já condenados a mais de 30 anos, por todo tipo de crime, como guerreiros do povo brasileiro. Ora, isso é um ataque direto ao Estado democrático de direito. Um partido legal não pode se comportar assim. Se o PT está tomando tal atitude é sinal de que não reconhece mais a legitimidade das instituições (e não cabe a essas instituições senão não reconhecer mais a legitimidade do PT). Depois de ficar no governo mais de uma década, assaltando o Estado brasileiro, o PT não reconhece mais nenhum poder que não seja o seu (quer dizer, o Estado aparelhado por ele). Qualquer leniência com esse tipo de comportamento significará um perigosíssimo precedente que poderá levar, caso os conflitos se acirrem e as autoridades não respondam a altura, a uma dualidade de poderes. Teremos as instituições de um lado e o PT, incluindo seus satélites partidários e suas correias de transmissão no movimento sindical, nos movimentos sociais, nas ONGs, na CNBB, na OAB e em outras organizações da sociedade, de outro. Ora, nenhum Estado pode permitir a dualidade de poderes. Fica o alerta.

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