sábado, 3 de junho de 2017

Brasileiro trabalhou 29 dias em 2017 para pagar o custo da corrupção - além de 5 meses para pagar impostos


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Neste ano de 2017 o brasileiro trabalhará 153 dias para pagar tributos - ou cinco meses e dois dias. E,  para agravar ainda mais a situação, a corrupção consumiu 29 dias de trabalho de cada um dos cidadãos brasileiros.





O cálculo foi feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), tomando como base o resultado do Projeto Lupa nas Compras Públicas, que monitora todas as compras realizadas pelos órgãos governamentais federais, estaduais e municipais e cruza o valor pago pelos governos com o preço da mesma mercadoria ou serviço comprado pelas empresas. 

“Assim, determinou-se que cada brasileiro trabalhou 29 dias este ano só para pagar os rombos causados pela corrupção no País”, informa o presidente do Conselho Superior e Coordenador de Estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

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No que diz respeito ao número de dias trabalhados para pagar impostos em 2017, o tempo é o mesmo do ano passado, que foi ano bissexto. A estimativa é que 41,80% de todo o rendimento ganho está sendo destinado aos cofres públicos.

A pesquisa mostra ainda que o peso dos impostos nos rendimentos, como salários e honorários, por exemplo, aumentou muito nos últimos anos, sendo que na década de 70, eram trabalhados, em média, dois meses e 16 dias; na década de 80, dois meses e 17 dias; e na década de 90, três meses e 12 dias. “Ou seja, hoje se trabalha o dobro do que se trabalhava na década de 70 para pagar a tributação”, diz o especialista do IBPT.

Ao comparar a quantidade de dias necessários para pagar impostos, taxas e contribuições de 27 países, o estudo do IBPT elenca o Brasil na 8ª posição, atrás da Noruega, onde os cidadãos têm de trabalhar 157 dias para pagar tributos. Para o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, a diferença entre Brasil e Noruega é que neste último a população tem retorno dos tributos em forma de saúde, transporte, educação, qualidade de vida e pode usufruir, de fato, dos serviços públicos, o que é muito diferente da nossa realidade: “aqui pagamos muito e não temos quase nenhum retorno”.

Veja abaixo o ranking:

Dinamarca - 176 dias
França - 171 dias
Suécia -  163 dias
Itália - 163 dias
Finlândia - 161 dias
Áustria - 158 dias
Noruega - 157 dias
Brasil - 153 dias
Hungria - 142 dias
Argentina - 141 dias
Bélgica - 140 dias
Alemanha - 139 dias
Espanha - 138 dias
Islândia - 135 dias
Reino Unido - 132 dias         
Eslovênia - 131 dias
Canadá - 130 dias
Nova Zelândia - 129 dias
Israel - 125 dias
Japão - 124 dias
Irlanda - 122 dias
Suíça -  122 dias
Coréia do Sul - 109 dias
EUA -  98 dias
Uruguai - 96 dias
Chile - 94 dias
México - 91 dias

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O Estado de S.Paulo
Editado por Folha Política
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