quinta-feira, 1 de junho de 2017

Cabral abalou a democracia e não é criminoso comum, diz juiz


Imagem: Leo Martins / Agência o Globo
No despacho em que autoriza a Operação Ratatouille, novo desdobramento da Lava-Jato, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, afirma que a corrupção sistêmica do ex-governador Sérgio Cabral provocou sérios abalos à democracia nacional.



E que a posição de chefe do poder executivo estadual exercida por Cabral faz seus atos ilícitos de Cabral serem muito graves se comparados aos de criminosos comuns. 

“…. considero que a gravidade da prática criminosa liderada por pessoa no exercício do cargo de Chefe do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro (governador de Estado), e que durante muitos anos no Poder Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (deputado estadual) e no Poder Legislativo da União (Senador) foi portador dos votos de confiança de muitos milhões de cidadãos neste Estado, não poderá jamais ser tratada com o mesmo rigor dirigido à prática criminosa comum”, escreveu Bretas.

“A crença na própria instituição do sufrágio universal , a confiança do povo brasileiro nos Partidos Políticos (artigo 17 da CF) e nos mandatários do Poder, os Governantes, são seriamente abaladas com a prática de atos ilícitos como os que são descritos pelo Ministério Público Federal”, conclui o juiz.

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