quarta-feira, 7 de junho de 2017

Dados da Polícia Federal demonstram diminuição de investimentos na Operação Lava Jato


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O contingenciamento de 44% do orçamento da Polícia Federal para 2017 não poupou sequer a Operação Lava Jato. Segundo dados apresentados pelo Departamento, à pedido da reportagem da Agência A Pública, o investimento na Lava Jato caiu 68% de 2016 para 2017, enquanto de 2014 para 2015 eles haviam subido em mais de 900%. Desde a posse do presidente de Michel Temer (PMDB-SP), o número de agentes envolvidos nas investigações nunca superou a marca de 200 policiais envolvidos. Entre 2014 e 2015, eram de 300 a 400 policiais.




A previsão é que a Polícia Federal conte com  R$ 6 bilhões para todo o ano de 2017, sendo R$ 4,7 bilhões para gastos com pessoal e R$ 1 bilhão para custeio. Dentro desta seara estão incluídos os custos com “operações de prevenção e repressão ao tráfico de drogas e a crimes praticados contra a União e a manutenção do Sistema de Emissão de Passaportes”. Ou seja, com menos investimento, cortam-se passagens aéreas para agentes, combustível para viaturas, manutenção de aeronaves, diárias e muito mais; impossibilitando a realização de mega-operações.

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De acordo com notícia publicada pelo Jornal O Estado de São Paulo, a equipe da Lava Jato, em Curitiba, era composta por 60 policiais – entre delegados, agentes e peritos. Hoje, não passa de 40 e sem atuação exclusiva. Só naquela cidade são cerca de 180 inquéritos da Operação em andamento.

A redução no orçamento decorre do corte geral dos gastos da União mas representa também interferência do Governo para tentar impedir os avanços das investigações. Segundo Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (SINDIPOL/DF), o contingenciamento financeiro do Departamento de Polícia Federal afeta a efetividade de todas as operações. “A troca de chefias em investigações ocorre rotineiramente. O mais grave do contingenciamento é a diminuição do número de investigadores por falta de recursos. Consequentemente, a capacidade de coleta de provas técnico científicas diminui. Ou seja, as provas de quem cometeu o crime e como cometeu esse delito”, explica.

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SINDIPOL/DF 
Editado por Folha Política
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