quarta-feira, 21 de junho de 2017

Força-Tarefa da Lava Jato responde a 'baixaria' de Lula e seus advogados contra Deltan Dallagnol


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin, apresentou, com grande estardalhaço, suas alegações finais no caso do tríplex. Em sua apresentação, afirma que o imóvel pertence à Caixa Econômica Federal - o que o banco nega - e faz graves acusações aos procuradores da Lava Jato, especialmente ao coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, que foi comparado a Hitler. A força-tarefa, por meio de nota, rebateu as acusações e a tentativa de transformar o julgamento de um crime em um fato político. 



Leia abaixo a nota da força-tarefa: 

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná vem a público repudiar o artigo “A verdade de Lula”, publicado no jornal Folha de S. Paulo em 20 de junho de 2017, de autoria dos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins.
A defesa do ex-presidente reitera seu comportamento de tentar pessoalizar as acusações feitas contra o ex-presidente na pessoa de Deltan Dallagnol, esquecendo-se que, além dele, outros 12 procuradores da República são signatários da acusação que imputou a Lula os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro. Esquecem também que esse processo é resultado de investigações extensas feitas pela Polícia Federal e Receita Federal, bem como de uma equipe dedicada de servidores do Ministério Público Federal, todos sem qualquer vinculação político-partidária.
Não bastasse, a defesa do ex-presidente vem se utilizando de todos os recursos, mesmo aqueles eticamente duvidosos, para atacar os acusadores. Assim, além das inúmeras representações que fez contra os membros da força-tarefa, também apresentou ações de indenização contra o procurador Deltan Dallagnol e contra o delegado de Polícia Federal Felipe Pace, e queixa-crime contra o juiz federal Sérgio Moro.
Dessa forma, fica claro que a defesa se esqueceu do próprio mérito do processo, tentando inutilmente transformar um julgamento por crimes de corrupção em um julgamento político.
Vivemos em um momento singular da nossa história republicana em que os governantes estão tendo que responder por seus atos perante a Justiça. Apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível termos um país onde todos sejam efetivamente iguais perante a lei.
A força-tarefa Lava Jato confia na Justiça e espera com tranquilidade a sentença nesse caso.
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