terça-feira, 6 de junho de 2017

Lewandowski nega pedido de Rocha Loures


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (6) um pedido de liberdade ex-deputado e ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), mantendo assim sua prisão preventiva.


Detido no sábado (3) por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, Rocha Loures é investigado por suposta prática de corrupção, obstrução da Justiça e de integrar organização criminosa.

Os advogados negam as suspeitas afirmam que Rocha Loures foi vítima de "coação ilegal" e dizem que a prisão preventiva – decretada antes de um julgamento e sem prazo para terminar – tem como objetivo forçar uma delação premiada.

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Em março, Rocha Loures foi flagrado pela Polícia Federal recebendo em São Paulo uma mala com R$ 500 mil. Segundo delações de executivos da JBS na Lava Jato, o dinheiro era a primeira parcela de uma propina que seria paga por 20 anos.

A prisão foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Desde o fim de semana, Rocha Loures está no prédio da superintendência da PF em Brasília.

A polícia informou que ele será transferido na quarta e que, até esta data, ele deve prestar depoimento às autoridades. Segundo a defesa, no depoimento Loures deve usar o direito de ficar em silêncio.

Rocha Loures perdeu o mandato na semana passada, quando o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio decidiu retornar à Camara. Rocha Loures era suplente da bancada do PMDB e ocupava o posto de Serraglio.

O ex-deputado perdeu o foro privilegiado, mas continua sendo investigado no STF por responder ao inquérito junto com o presidente Michel Temer.

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Renan Ramalho
G1
Editado por Folha Política
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