terça-feira, 20 de junho de 2017

Ministro do STF nega pedido de Andrea Neves para ser julgada na 1ª instância


Imagem: Cristiane Mattos / Reuters
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello rejeitou nesta terça-feira (20) pedido da defesa da irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) Andrea Neves para que a Corte remetesse à 1ª instância da Justiça a investigação contra ela.


O pedido foi apresentado nesta segunda (19) pelo advogado de Andrea, Marcelo Leonardo, a Marco Aurélio --que é relator do inquérito contra os irmãos Neves na Corte. A defesa pediu ainda a revogação da prisão da irmã do tucano. Há uma semana, a Primeira Turma do STF, da qual Mello é presidente, decidiu manter a prisão de Andrea.

"Não se tem dado apto a influenciar a definição da questão de fundo a manutenção ou revogação da prisão preventiva implementada em desfavor da requerente", escreveu o ministro em sua decisão.

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Andrea e Aécio são investigados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) num inquérito aberto a partir da delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F.

Joesley gravou uma conversa dele com Aécio na qual o senador pede R$ 2 milhões para supostamente pagar advogados de defesa. Andrea também teria participado da negociação do valor, segundo a PGR. O senador é alvo de oito inquéritos no STF.

A Polícia Federal rastreou que parte desse valor foi entregue por um executivo da JBS ao primo de Aécio Frederico Pacheco de Medeiros, que repassou o dinheiro a Mendherson de Souza Lima, na época assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

A defesa afirma que apenas Aécio, por ser senador, teria foro privilegiado para ser julgado no STF, e defende que o processo contra ela, Frederico e Mendherson sejam desmembrado e remetido à Justiça Federal em São Paulo, local do encontro entre Joesley e Aécio.

Andrea, Frederico e Mendherson foram presos por ordem do ministro Edson Fachin, então relator do inquérito contra o senador, e o senador foi afastado do exercício do mandato.

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Gustavo Maia
UOL
Editado por Folha Política
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