quinta-feira, 8 de junho de 2017

Não é preciso ser propina para haver cassação, diz relator no TSE


Imagem: Ueslei Marcelino / Reuters
O relator do processo da chapa Dilma–Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, afirmou nesta quinta-feira que, para haver uma eventual cassação de mandato, não há a necessidade de que o recurso sob suspeita seja oriundo de propina.




“Basta que o recurso, limpinho em todos outros sentidos, não tenha sido declarado, sem qualquer vinculação a percentual de contratos, entrega de malotes de presentes”, disse.

Benjamin apresenta na tarde desta quinta-feira as balizas do seu voto de mérito do julgamento, após ter sido derrotado pelo plenário do TSE na apreciação de uma preliminar com a exclusão de provas referentes a depoimentos de delatores da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura do processo.

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O relator reconheceu que as petições iniciais das ações movidas pelo PSDB não fazem referência expressa sobre o fato de os recursos terem sido repassados pelas empresas apenas no ano de 2014, mas ele disse considerar “irrelevante” esse fato, uma vez que havia uma espécie de “propina-gordura” e “propina-poupança”.

“Ali já não há investimento em uma campanha que uma empresa faz, é um investimento em um projeto de poder e de continuidade de poder”, disse.

O ministro do TSE citou que essa prática serviu até para a compra de leis e o sistema político brasileiro serviu para sustentar um poder econômico “onipresente” e “manipulador”.

“Já não se cuida mais de aparelhamento ou captura, mas de compra mesmo do Estado”, disse.


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Reuters via Exame
Editado por Folha Política

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