quinta-feira, 8 de junho de 2017

'Não há, no Direito, nenhum argumento que possa justificar a retirada dos depoimentos da Odebrecht do julgamento no TSE', diz Janaína Paschoal


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A jurista Janaína Paschoal, autora do impeachment de Dilma, conclamou os brasileiros a acompanharem o julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer.  Janaína explicou: "esse julgamento, ao lado do impeachment e da Lavajato, é um capítulo no processo de depuração do Brasil!". E foi enfática: "Não há, no Direito, nenhum argumento que possa justificar a retirada dos depoimentos da Odebrecht do julgamento no TSE! Não há!".


Leia abaixo as considerações de Janaína Paschoal: 

Bem, consegui reorganizar a minha agenda, para passar o dia plantada em frente à TV, testemunhando o julgamento no TSE.
Testemunhando é a palavra certa! Esse julgamento, ao lado do impeachment e da Lavajato, é um capítulo no processo de depuração do Brasil!
Amanhã, não sei se consigo assistir, peço que alguém do mundo jurídico testemunhe o julgamento para nós. É importante!
Quando digo que tem que ser do mundo jurídico não estou desmerecendo as outras carreiras, mas precisa entender as nuances do juridiquês.
Para tentar rebater os sólidos argumentos do Ministro Herman, certamente, termos técnicos serão usados. Só conhecendo para desmascarar.
Leia também: 


Em matéria que passei para vocês, havia a informação de que nenhuma das partes, em alegações finais, citou depoimentos da Odebrecht.
Se for verdade que nem os autores citaram os depoimentos da Odebrecht, podemos concluir que TODOS estão unidos contra a verdade REAL!
Não podemos deixar o Ministro Herman sozinho. Entendem? Os brasileiros têm que testemunhar esse julgamento. Faz parte da nossa história!
Quero recapitular alguns pontos do que já ficou claro até aqui. Primeiro, a referência às doações da Odebrecht estavam na petição inicial.
O pedido para oficiar a 13a. Vara Federal de Curitiba e o STF, pedindo documentos da Lavajato, estava na petição inicial.
Na Justiça Eleitoral, dados os precedentes do TSE e do STF, o juiz deve buscar a VERDADE REAL (o que efetivamente ocorreu).
O Ministro Herman tomou o cuidado de citar julgados do Ministro Gilmar Mendes, alicerçando todos os seus passos no processo.
Só o que o Min. Herman tirou da imprensa foi a notícia de que Odebrecht havia feito acordo de colaboração premiada, que fora homologado.
Mesmo podendo, o Min. Herman não utilizou prova emprestada, ele ouviu todas as testemunhas, nos autos do processo, no TSE!
As testemunhas prestaram compromisso de dizer a verdade e TODAS AS PARTES PERGUNTARAM LIVREMENTE!
O advogado de Dilma fez quase 400 perguntas, o de Temer quase 300! Se a prova não valia, por que questionaram?
É inquestionável que a versão propalada na imprensa não é verdadeira. Não houve alargamento do objeto da ação! Apenas produção de prova!
Eu sei que muita gente me detesta, mas ninguém pode negar que eu dedico minha vida aos estudos e a este país. Podem investigar!
Não há, no Direito, nenhum argumento que possa justificar a retirada dos depoimentos da Odebrecht do julgamento no TSE! Não há!
O Min. Herman disse ontem (e disse bem): A doutrina nacional e internacional não dão suporte ao pedido de desconsideração da prova!
Estou traduzindo esses pontos, pois a Imprensa se encanta com quem fala firme e com ar de verdade. Mas é preciso aprofundar as análises.
Respeito o trabalho dos colegas advogados que estão exercendo sua função, perante o TSE. Mas não posso me calar! Trata-se do Brasil!
Algumas pessoas, bem intencionadas, me interpelam dizendo que eu tenho que pensar na estabilidade, nas reformas. Ilusão! Pura ilusão!
As reformas são necessárias? São! Mas do que adianta fazer reformas, saneando por um lado e sangrando pelo outro?

Veja também: 

 


Luciana Camargo
Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...