quarta-feira, 21 de junho de 2017

'O que os senadores do PT e o advogado de Dilma têm a dizer sobre a reunião entre Lula, Cunha e Joesley, no meio do processo de impeachment?', questiona Janaína Paschoal


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Após o empresário Joesley Batista ter afirmado, em entrevista à revista Época, que não conversava com o ex-presidente Lula e que negociava as propinas para o PT apenas com Guido Mantega, o ex-deputado Eduardo Cunha emitiu, da cadeia, uma nota em que afirmou que participou de um longo encontro com Lula e Joesley, em que discutiram o impeachment de Dilma. A jurista Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment, exigiu explicações e levantou muitas dúvidas. 


Leia abaixo os questionamentos de Janaína Paschoal: 

Eu, que fui muito pressionada a desistir do impeachment, tenho direito a saber qual o objeto desta tal reunião entre Lula, Cunha e Joesley.
O que os senadores do PT e o advogado de Dilma têm a dizer sobre a reunião entre Lula, Cunha e Joesley, no meio do processo de impeachment?
A cada dia, fica mais claro que Joesley blindou Lula. Em depoimento, ele mencionou contas no exterior, mas disse que tratava com Mantega.
Em entrevista à Revista Época, disse que nunca mantivera conversa não republicana com Lula. Apenas com Mantega e, uma vez, com Dilma.
Joesley foi desmentido por Cunha e seu advogado confirmou que ele e Lula estiveram mesmo na casa de Cunha, em março de 2016.
Segundo Cunha e o advogado do próprio Joesley, a reunião entre Lula, Cunha e Joesley visava tratar do impeachment.
Pergunto: essa conversa foi republicana? Qual foi o ajuste feito? Por que Joesley a ocultou?

Leia também: 

Em seu depoimento, Joesley foi firme ao dizer que pagou deputados para votarem CONTRA o impeachment! O acordo foi feito ali?
Enquanto o processo de impeachment corria, comentava-se no Congresso que Lula estava em hotel de luxo, em Brasília, pagando deputados.
Pergunto:  tais pagamentos foram combinados entre Lula, Cunha e Joesley, na reunião de março de 2016?
Esses esclarecimentos precisam ser dados por Cunha, por Lula e, sobretudo, por Joesley, beneficiado com extinção de punibilidade!
Março de 2016, foi o mês em que estive na Câmara dos Deputados, para sustentar o pedido de impeachment. Ali começaram as pressões!
Dentre outras mentiras, fui acusada de participar de reuniões, que nem sei se existiram. Mas era Lula quem se reunia com Cunha!
Dentre outras mentiras, fui acusada de estar mancomunada com Cunha, mas era Lula, acompanhado de Joesley, que se reunia com ele.
Entendo que as provas entregues pela JBS são válidas, mas Joesley precisa levar aos autos o que omitiu. Por que está defendendo Lula?
Que conversa republicana manteve com Cunha e Lula, às vésperas da reunião da Comissão do Impeachment na Câmara?
O que o advogado de Dilma, que passou a integrar escritório contratado pela JBS, tem a dizer sobre reunião entre Cunha, Lula e Joesley?
O que a Presidente do PT, que me mandou calar a boca e me acusou injustamente, tem a dizer sobre a reunião entre Cunha, Lula e Joesley?
Não, com essas ponderações, não estou defendendo a nulidade das provas apresentadas pela JBS. É o contrário, que sejam complementadas!
A análise das várias delações (Odebrecht, JBS, Monica Moura e João Santana) forma um todo, bastante coeso e coerente!
não podemos jogar a sujeira para baixa do tapete, a fim de tentar achar inocentes e culpados! Ao que parece, há mais culpados nessa lama
Sempre ouvi boatos de que a JBS era, na verdade, de Lula. Boatos de que os açougueiros seriam seus laranjas. Isso haveria de ser apurado
Por que Joesley blinda Lula? Por que escondeu a reunião com Lula e Cunha? Por que sua empresa foi a maior beneficiada pelo BNDES?
Quem fará essas perguntas? Por que eu passei a ser pressionada a desistir do impeachment em março de 2016 depois da misteriosa reunião?
Lula, em 70 anos de existência, amealhou um patrimonio significativo, que não é seu.
Lula tem um sítio, em Atibaia, que não é dele e decorou um apartamento, no Guaruja, que também não é dele. Nada que ele tem é dele!
O dono da JBS implicou todo mundo, menos Lula. Será que Lula tem uma grande empresa que não é dele?
Notem que foi no governo de Lula, que a JBS passou a existir! Conheco excelentes açougueiros. Sr. Carlos, do Tatuapé, era um deles!
Mas acho difícil uma dupla de açougueiros crescer tanto em tão pouco tempo e passar a transitar em reuniões com tantas autoridades.
O acordo firmado com JBS deve ser mantido, mas Joesley precisa falar mais, para justificar tantos benefícios. No mínimo, ele foi omisso!

Veja também: 





Luciana Camargo
Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...