terça-feira, 20 de junho de 2017

STF liberta ex-assessor parlamentar que foi filmado recebendo propina


Imagem: Reprodução / TV Globo
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu soltar o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, investigado no mesmo inquérito do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Ele é acusado de corrupção passiva por participação no esquema de propina paga pelo grupo JBS. O placar ficou em 3 a 2.


Votaram pela manutenção da prisão os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. Os demais - Marco Aurélio Mello, relator, Alexandre de Moraes e Luiz Fux - formaram maioria para trocar a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com os demais investigados, além da entrega do passaporte e da proibição de ausentar-se do país.

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Mendherson, então assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), foi preso no dia 18 de maio pela Polícia Federal, em operação deflagrada após as delações de executivos do grupo JBS. De acordo com o depoimento de um dos sócios da empresa, Joesley Batista, Lima recebeu cerca de R$ 400 mil da JBS em nome de Aécio Neves.

Derrotada no julgamento, a subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio, afirmou, antes do julgamento na turma, que Mendherson sabia que estava transportando dinheiro ilícito. “Houve indícios graves de autoria que provam o crime”, disse. Para ela, se há outras pessoas presas no âmbito do inquérito - caso da jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio -, não haveria de ser diferente com o ex-assessor.

Na semana passada, a turma decidiu manter Andrea Neves na prisão. O andamento do julgamento, no entanto, não se repetiu no caso de Mendherson.

Este é o primeiro de quatro agravos que devem ser julgados nesta terça-feira pelo colegiado. A turma deve decidir se prende o próprio Aécio, além de deliberar sobre o pedido de liberdade feito pelo primo do senador, Frederico Pacheco, que também participou dos atos ilícitos. Caso Aécio permaneça solto, os ministros decidem se ele poderá ou não retomar suas atividades legislativas.

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Luísa Martins
Valor
Editado por Folha Política
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