sábado, 22 de julho de 2017

Aiatolá iraquiano acusado de terrorismo vem palestrar no Brasil e deve ser monitorado pela PF


Imagem: TNA
A coluna Radar da Revista Veja alertou: O iraquiano Mohsen Araki é uma estrela do islã xiita. Dono do título de aiatolá, ele faz parte do círculo mais próximo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de quem é amigo pessoal desde a juventude. Araki desembarcará no Brasil na próxima semana para pregar em mesquitas e instituições patrocinadas pelo governo do Irã no Brasil. 



No sábado dia 29, ele proferirá uma palestra no evento “Os muçulmanos e o enfrentamento ao terrorismo radical”, que será em São Paulo, no Novotel Center Norte. Uma ironia por Araki ser conhecido justamente por pregar a violência contra o que ele define como inimigos do islã. Quando o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad pregou a destruição de Israel, ele estava apenas reproduzindo os discursos de Araki. Em várias oportunidades, o religioso pregou a destruição do Estado de Israel. Durante um encontro com o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, o aiatolá Araki definiu Israel como “um câncer que deveria ser extirpado do Oriente Médio”.

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Segundo o blog de Claudio Tognolli, os serviços de inteligência da PF vão monitorar o aiatolá  iraquiano Mohsen Araki.

Araki está conectado, segundo a PF, aos atentados na Argentina contra a embaixada de Israel – ocorrido em 1992 e que deixou 29 mortos – e a associação judia AMIA – de 1994, com 85 mortos – que continuam sem esclarecimento.

Os dois ataques ocorridos em Buenos Aires contra a comunidade judia, a maior da América Latina, e registrados durante o mandato do presidente Carlos Menem (1989-1999), ressurgiram na mídia com o assassinato  do promotor encarregado, Alberto Nisman.

Veja a cronologia dos fatos:

– 17 de março de 1992: às 14h45 uma explosão na embaixada de Israel em Buenos Aires deixa 29 mortos e mais de 200 feridos.

– 18 de julho de 1994: explode uma bomba na entrada da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) às 9h53. Oitenta e cinco pessoas morreram, e 300 ficam feridas.

– Julho de 1994: o juiz que investiga o atentado, Juan José Galeano, viaja a Caracas, Venezuela, para entrevistar Manoucher Motamer (depois assinalado como agente da CIA), um ex-diplomata iraniano que entrega informações que incriminam funcionários da embaixada iraniana em Buenos Aires.

– Julho de 1996: três policiais de alto escalão e outro reformado são suspeitos de participar no ataque.

– Julho de 1997: o promotor Alberto Nisman se incorpora à investigação.

– 24 de setembro de 2001: começa o julgamento oral e público do caso AMIA.

– 21 de agosto de 2003: Hade Soleimanpour, ex-embaixador iraniano na Argentina, é detido na Grã-Bretanha por um pedido de extradição da Argentina por seu suposto vínculo no atentado contra a AMIA. Em 12 de novembro de 2003, a Grã-Bretanha rejeita o pedido por falta de provas.

– 19 de setembro de 2006: o juiz federal Ariel Lijo processa Hugo Anzorreguy, chefe do Serviço de Inteligência da Argentina (SIDE) nos anos 1990; o ex-juiz Galeano; o ex-presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA) Rubén Beraja, entre outros, por detenção ilegal, confissões forçadas e falsificação de documentos.

– 25 de outubro de 2006: Nisman acusa formalmente o Irã de estar por trás dos atentados e o Hezbollah de executá-los.

– 14 de janeiro de 2015: Nisman acusa a presidente Cristina Kirchner e seu chanceler Héctor Timerman de encobrir o Irã no atentado contra a AMIA e pede que seja interrogada.

– 18 de janeiro de 2015: o promotor Nisman, de 51 anos, é encontrado morto em seu apartamento de Buenos Aires, com uma arma de fogo junto ao corpo, horas antes de comparecer ao Congresso para explicar a denúncia contra a presidente.

Claudio Tognolli ouviu o advogado Fernando Lottenberg, presidente da Conib, Confederação Israelita no Brasil. Segue o que ele falou

“O Brasil tem tradição de tolerância e leis firmes contra discriminação de qualquer forma, além de manter relações históricas com Israel. Por isso exortamos às autoridades brasileiras que proíbam a pregação de um sujeito como esse, que clama pela destruição do Estado judeu e está associado a diversos grupos terroristas, inclusive os responsáveis pelos atentados contra alvos judaicos em Buenos Aires que mataram centenas de pessoas. Nós judeus brasileiros nos sentimos diretamente atacados ao se permitir esse tipo de pregação em nosso país e esperamos que as autoridades sejam sensíveis a isso”.


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Cláudio Tognolli
Yahoo! Notícias
Editado por Folha Política
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