terça-feira, 25 de julho de 2017

Ao recorrer da sentença que absolveu mulher de Sérgio Cabral, MPF critica 'timidez' de Moro


Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Num documento de 57 páginas, assinado pelos 13 integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, incluindo Deltan Dallagnol, o Ministério Público Federal recorreu, nesta segunda-feira (24), da sentença do juiz Sergio Moro no processo que tem como réus, entre outros, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo. Cabral foi condenado a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Adriana Ancelmo foi absolvida da acusação de ter cometido os mesmos tipos penais. O caso envolve repasse de propina ao ex-governador pela empreiteira Andrade Gutierrez.



Numa crítica direta à sentença de Moro, os procuradores da República argumentaram que, para ser um país livre de corrupção, “este deve ser um crime de alto risco e firme punição, o que depende de uma atuação consistente do Poder Judiciário nesse sentido, afastando a timidez judiciária na aplicação das penas quando julgados casos que merecem punição significativa, como este ora analisado”.

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Em relação à ex-primeira-dama fluminense, os representantes do MPF pedem que a absolvição seja reconsiderada porque Adriana Ancelmo recebeu em nome de Sérgio Cabral parte dos valores pagos pela Andrade Gutierrez a título de propina, com total ciência da origem ilegal dos valores. “A prova dos autos demonstra cabalmente o envolvimento de Adriana Ancelmo no crime de corrupção passiva. Ainda que a ex-primeira-dama não seja funcionária pública, agiu em comunhão de esforços com o então governador Sérgio Cabral, recebendo em favor deste, parte dos valores da vantagem indevida paga pela Andrade Gutierrez”, afirmaram os integrantes da força-tarefa no recurso.

Quanto a Sérgio Cabral, o MPF apresentou argumentos para que sua condenação seja aumentada. De acordo com os procuradores, as ações do ex-governador “foram movidas única e exclusivamente a fim de garantir o recebimento de vantagens indevidas, considerando o elevado poder que detinha por estar no comando do Estado do Rio de Janeiro, ciente da interferência que possuía no âmbito da Petrobras, impactando, assim, os sistemas econômico e político, e vilipendiando a democracia”.


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Marcelo Rocha 
Época

Editado por Folha Política
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