terça-feira, 4 de julho de 2017

General pediu que Dilma dê explicações sobre atentado a bomba que matou soldado do Exército em 68; relembre


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Em virtude da homenagem realizada pelo Exército ao soldado Mario Kozel Filho, morto em um atentado terrorista realizado pela organização terrorista à qual Dilma pertencia, voltou a circular na internet o pedido feito pelo General Luiz Eduardo Rocha Paiva, que exigia que Dilma prestasse contas por seus atos. 



Relembre em artigo publicado pela revista Exame, em 17 de julho de 2012: 

O General de Divisão na Reserva do Exército Luiz Eduardo Rocha Paiva assegura que a comissão que averiguará as violações dos direitos humanos durante a ditadura (1964-1985) também deve investigar os atentados terroristas e, inclusive, convocar a presidente Dilma Rousseff.
‘Dilma integrava o VAR-Palmares, que lançou o carro bomba que matou o soldado Mario Kozel Filho. A comissão não vai convocá-la. Por quê?’, perguntou o general em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal ‘O Globo’.
O atentado em questão foi registrado no dia 26 de junho de 1968 contra um quartel do Exército em São Paulo.

Leia também:

Na mesma entrevista, Rocha Paiva também duvida que a atual presidente brasileira tenha sido torturada enquanto esteve presa por sua militância política.
Segundo o general, para não ser ‘parcial e maniqueísta’, a comissão deveria investigar também as pessoas que participaram direta ou indiretamente de ações armadas contra o regime militar.
A Comissão da Verdade, cuja criação foi sancionada em novembro pela própria presidente Dilma, será instalada em abril para investigar as violações dos direitos humanos que foram registrados durante a ditadura, principalmente as desaparições e as torturas.
Apesar de traçar novas investigações, a comissão não poderá determinar responsabilidades penais, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou em 2010 a anistia que em 1979 amparou os torturadores e aqueles que pegaram em armas contra o regime militar.
‘Não vejo porque eles (os torturadores) têm que aparecer agora se estão anistiados. E por que não convocarão quem sequestrou e quem planejou (atentados terroristas)?’, indaga o general.
Diante do argumento que Dilma foi detida e torturada por sua militância, o general reformado questionou a veracidade dessas torturas.
‘Ela diz que foi submetida a torturas. O Senhor tem certeza disso? Eu não sei’, afirmou o general.
Dilma, que passou mais de dois anos presa durante sua juventude, já confimou ter sido torturada na época de sua militância contra a ditadura.
Rocha Paiva concedeu essa entrevista após toda a polêmica gerada na última semana, quando um grupo de militares aposentados do Exército, da Marinha e da Força Aérea questionaram a criação da Comissão da Verdade e também criticaram as posições de alguns membros do gabinete de Dilma, como o Ministro de Defesa, Celso Amorim.
A reação do Governo às críticas apresentada pelos militares foi respondida de maneira rígida. Segundo versões da imprensa, o Governo pediu aos comandantes das Forças Armadas que enviem advertências aos militares envolvidos com os comunicados, já que ainda possuem relações hierárquicas. 

Veja também: 

 


Luciana Camargo
Folha Política
Leia mais notícias do poder e da sociedade em Folha Política  
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...