terça-feira, 11 de julho de 2017

Gleisi Hoffmann pediu instruções ao presidente da CUT para decidir se deixava a Mesa do Senado


Imagem: Reprodução / Twitter
Com a decisão do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de retomar a sessão de qualquer jeito para que fosse votada a reforma trabalhista, os senadores da oposição Paulo Paim (PT-RS), Jorge Viana (PT-AC), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Humberto Costa (PT-PE) foram à Mesa dizer para as senadoras que ocupavam o local desde cedo que teriam que encerrar a ocupação, porque era hora de partir para outra estratégia, aceitar a votação nominal de todos os destaques e falar “até de madrugada”. Viana argumentou que “tudo tem limites”.


Gleisi ficou irredutível e disse que só sairia da Mesa depois de falar com o presidente da CUT, Vagner Freitas. Humberto Costa disse que Eunício faria a sessão de baixo do plenário, com o microfone aberto.

— A gente reconhece que fez um ato político , mas tudo tem limites. O Eunício vai abrir a sessão — tentou convencer Jorge Viana.

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— Se a gente aceitar isso é frustrar a sociedade, dar as costas para ao pessoal que pede para a gente resistir. Eunício que comande a sessão em pé, lá de baixo — reagiu Lindbergh.

Paim argumentou que tudo até o momento tinha sido um ganho político, mas era hora de encerrar.

— Tem uma hora de começar um protesto e a hora de terminar. Vocês foram heroínas. A vida é assim — disse Paim, sem sucesso.

— Eu não saio daqui sem falar com o Vagner, da Cut. Preciso falar com as centrais — respondeu Gleisi.

As senadoras insistiram que só sairiam se os governistas aceitassem votar a emenda sobre as gestantes.

— Mas eles não vão deixar aprovar a emenda Paim — retrucou Vanessa.

— Mas o que eu posso fazer? É o plenário que vai decidir — respondeu Paim.

Nesse momento, Gleisi desligou o celular com que estava conversando com o presidente da CUT e anunciou:

— O Vagner, da CUT, disse que se a gente não tiver garantia de que vamos ganhar alguma coisa, não é para recuarmos, não vamos recuar.

O plenário do Senado foi ocupado por deputados do PT, PCdoB e outros partidos de esquerda. O deputado Marco Maia (PT-RS), comemorava:

— Já estão fazendo um vídeo comparando as senadoras as grandes mulheres que mudaram a História, a Rosa Luxemburgo, Olga Benário. Um sucesso.

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Maria Lima
O Globo

Editado por Folha Política
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