quinta-feira, 13 de julho de 2017

'Tropa de choque' do PT chama Moro de 'covarde' e convoca ato para dia 20


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Lideranças do PT e de movimentos sociais marcaram para o próximo dia 20 de julho uma série de mobilizações nacionais contra a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta quarta-feira (12), o juiz Sergio Moro condenou o petista pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter se beneficiado de um tríplex em Guarujá (SP).




A data das manifestações foi acertada nesta quinta-feira durante reunião no diretório nacional do partido, no centro de São Paulo. O vice-presidente nacional do PT, Alexandre Padilha, afirmou que movimentos como MTST, UNE, Ubes, CUT, entre outros, procuraram a Executiva Nacional desde ontem para desencadear uma campanha com atos nacionais contra a sentença. "Esse grupo montou um comitê de organização de atos que aconteceram não só em São Paulo, mas no Brasil inteiro. Mas as mobilizações já começaram", disse.

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Segundo ele, muitos juristas também procuravam o PT pra se solidarizar com Lula. "Hoje em Brasília já começa o primeiro tribunal popular aberto de questionamento jurídico sobre essa aberração jurídica que é essa sentença do Moro. Serão dois grandes movimentos, as entidades convocando atos [E o movimentos dos juristas]", contou.

Na manhã desta quinta (13), o ex-presidente se pronunciou pela primeira vez após ter sido condenado, ontem, a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo juiz federal Sergio Moro. Lula, que irá recorrer da sentença em liberdade, afirmou que é pré-candidato do partido à Presidência da República em 2018. "Se pensam que com essa sentença estou fora do jogo, podem saber que eu tô no jogo."

Discursos para apoiadores

Após o discurso de Lula, petistas discursaram para apoiadores do partido do lado de fora do diretório. Tanto o líder do partido na Câmara, o deputado federal Carlos Zarattini (SP), como o do Senado, senador Lindbergh Farias (RJ), ressaltaram o fato de Lula agora ser pré-candidato do PT à Presidência. "Essa é uma hora que a gente tem que ter muita garra, convicção. Tenho convicção de que ele vai ser o próximo presidente da República", disse Farias, exaltando os petistas que ouviram o discurso.

Já a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), voltou a reforçar que a decisão de Moro em condenar Lula foi para atender a um pedido da mídia e fez críticas ao juiz do Paraná: "Uma pena que a Justiça brasileira se dê a esse papel. Lamentamos muito, Sergio Moro. Você é um covarde. Você é um instrumento para aqueles que querem destruir a nossa democracia". 

Gleisi disse que o PT tem o melhor candidato. Ela pediu para seus opositores não terem medo de irem à urna, mas avaliou que eles não possuem postulantes à Presidência. "Um partido de 37 anos que mudou a realidade do povo brasileiro é um partido que sabe resistir. Não vamos admitir uma eleição sem Lula. Deixem o povo brasileiro decidir o seu destino".

Também presente no evento do partido, o deputado federal José Guimarães (CE), disse que está sentença é o início da disputa de 2018 e que a partir do dia 16 de agosto Lula percorrerá o Nordeste. "Lula já anunciou que é pre-candidato. Vamos construir uma agenda com ele no Nordeste para começar a mobilização na região", disse.

Padilha reforçou seus colegas de partido e disse que a sentença foi "um chamado do Lula para ir à luta". "Ele esta muito animado, cantou uma música do Chico Buarque que diz: 'Desesperar jamais'. Foi uma convocação para o Lula ir para luta", acrescentou.


Também discursaram a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e o presidente paulista do PT, Luiz Marinho. "Diretas Já é o que daria a solução política e econômica do país", disse Marinho, que convocou atos para a próxima quinta-feira (20). Ele ainda não tem a localidade definida, mas acredita que será na avenida Paulista, em São Paulo.


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Mirthyani Bezerra e Nathan Lopes
UOL
Editado por Folha Política
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