quinta-feira, 24 de agosto de 2017

'Moro prende, Gilmar solta. O que se busca com isso?', questiona Deltan Dallagnol


Imagem: Reprodução / Política na Rede
O procurador Deltan Dallagnol fez duras críticas ao ministro Gilmar Mendes, que, em habeas corpus, contrariou decisão do Supremo Tribunal Federal e decidiu que o réu não poderia ser preso após decisão de segunda instância. Dallagnol atacou: "O resultado é impunidade. Na Lava Jato e em qualquer caso de réus poderosos. O que se busca com isso?". 



Leia o texto de Deltan Dallagnol:

MORO PRENDE: Pela PRIMEIRA VEZ, hoje, o juiz Moro mandou prender réus da Lava Jato que tiveram sua condenação confirmada pela segunda instância: Marcio Bonilho e Waldomiro de Oliveira. Ou seja, mesmo com o juiz e o tribunal que estão dentre os mais rápidos do país, demorou mais de 3 anos para punir réus condenados por corrupção. (Os casos de prisão da Lava Jato até então são de prisão preventiva, que é uma prisão excepcional decretada durante o processo apenas quando a liberdade do réu oferece risco para a sociedade).GILMAR SOLTA: Hoje, o ministro Gilmar Mendes decidiu que o réu NÃO PODE ser preso mesmo depois da condenação em segunda instância. O ministro quer que se aguarde a TERCEIRA INSTÂNCIA. A decisão beneficiou hoje o mensaleiro João Paulo Cunha, ex-Deputado Federal. Casos de corrupção como o Propinoduto foram julgados na terceira instância após mais de 10 anos e prescreveram, isto é, os crimes de corrupção jamais foram ou serão punidos. O resultado é impunidade. Na Lava Jato e em qualquer caso de réus poderosos. O que se busca com isso?

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