sexta-feira, 25 de agosto de 2017

MPF informa a Moro ter tido acesso à contabilidade paralela da Odebrecht


Imagem: Ag. O Globo
O Ministério Público Federal (MPF) informou ao juiz Sergio Moro ter tido acesso apenas no último dia 8 de agosto aos sistemas Drousys e My Web Day, usados para administrar a contabilidade paralela do Grupo Odebrecht e pagar propina. A informação foi juntada aos autos do processo que acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter sido beneficiado pela empresa com a compra de um imóvel destinado a abrigar o Instituto Lula e uma cobertura vizinha à dele em São Bernardo do Campo (SP).



Nesta quinta-feira, ao apresentar a defesa prévia do ex-presidente na ação que investiga o sítio de Atibaia, os advogados de Lula afirmam que a força-tarefa diz que a Odebrecht usou valores de seu Setor de Operações Estruturadas, conhecido como departamento de propina, para beneficiar o ex-presidente sem, contudo, indicar o "caminho do dinheiro".

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O MPF informou ter recebido cinco discos rígidos com cópia forense extraída pelas autoridades suíças da contabilidade paralelela da empresa, que estava hospedada em servidor daquele país. O sistema My Web Day era utilizado pelo Setor de Operações Estruturadas. Disse ainda ter recebido cópia das chaves de acesso de dois integrantes do departamento de propina da empresa, Luiz Eduardo da Rocha Soares e Ângela Palmeira Ferreira.

Segundo o MPF, o material está sendo analisado pela Secretaria de Pesquisa e Análise da Procuradoria-Geral da República. A força tarefa afirmou que a ação que envolve o imóvel para o Instituto Lula não foi instruída com nenhum elemento extraído do sistema My Web Day. O Instituto Lula nunca mudou de sede e segue instalado no mesmo sobrado onde funcionou o Instituto Cidadania.

Em delação, Marcelo Odebrecht disse que o dinheiro para compra do prédio para o Instituto foi retirado da conta de propina destinada ao PT e, como o imóvel adquirido pela empresa em nome de terceiros não foi usado, o valor teria sido reincorporado à conta.

Na denúncia relacionada ao sítio de Atibaia, o MPF acusa Lula de ter recebido vantagens indevidas das empreiteiras OAS e Odebrecht por meio de obras e decoração no sítio de Atibaia — R$ 700 mil relativos à Odebrecht e R$ 128,1 mil da OAS.

A defesa do ex-presidente pediu que, caso não seja anulada, a ação deve ser paralisada à espera das investigações sobre a propriedade do sítio e das que estão em curso no Supremo Tribunal Federal sobre envolvimento do ex-presidente Lula no acordo entre partidos políticos — uma suposta organização criminosa que resultou no esquema de corrupção na Petrobras.

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Cleide Carvalho
O Globo
Editado por Política na Rede
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