quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Polícia Federal pede suspensão de policiais legislativos que removeram escutas no Senado


Imagem: José Cruz / ABr
A Polícia Federal entrou com representação no Supremo Tribunal Federal pedindo que os policiais legislativos do Senado fiquem suspensos preventivamente do exercício da função na Casa. O Diário do Poder teve acesso ao documento.



A ação é contra os policiais Pedro Ricardo Araújo Carvalho, Antônio Tavares dos Santos Neto, Éverton Taborda e Geraldo Cesar de Deus. Os quatro foram alvos da Operação Metis por acusação de obstruirem a Lava Jato, retirando escutas telefônicas dos gabinetes dos senadores e fazerem varredura nas casas dos parlamentares. À época, eles ficaram presos temporariamente.

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O documento, desta quarta-feira (9), é assinado pelo delegado Felipe Barros Leal, que conduz as investigações. A operação foi suspensa no STF e os policiais foram soltos. Eles voltaram a trabalhar normalmente no Senado.

O delegado também pede que os investigados fiquem distantes de Paulo Igor e Carlos Alfama, que delataram o suposto esquema, e que o processo disciplinar contra eles seja arquivado. A sindicância foi aberta porque eles batiam ponto na Casa e iam dar aula, segundos as denúncias e imagens das câmeras de segurança.

A defesa dos policiais investigados comentou o pedido do delegado ao STF: "não vemos motivos que permitam que o Felipe Leal peticione nos autos de uma reclamação proposta por um dos Investigados. Ela ofende as mais básicas lições do direito processual. Ademais, a manifestação do Delegado nos autos de uma ação de Reclamação, processo esse de natureza Constitucional, em que ele não é parte, não podendo, portanto, se manifestar, revela atitude desesperada de sua parte com as implicações que o descortinamento da verdadeira história a respeito da Operação Métis pode revelar", disse o advogado Ivan Morais.

O advogado também diz que "causa maior estranheza o Dr. Felipe peticionar, como se fosse advogado dos denunciantes, pedindo a anulação de processos administrativos disciplinares instaurados contra eles por fatos de 2015, data essa muito anterior à própria Operação Métis, a qual só aconteceu em 21/10/2016, mais de um ano depois".

A defesa também levanta suspeita sobre a parcialidade do delegado. "Além disso, fatos indicam que o delegado tem relacionamento anterior à própria Operação com Carlos Alfama e Paulo Igor. Esses e outros fatos que serão posteriormente esmiuçados indicam para essa Defesa a parcialidade na condução dos trabalhos por tal agente público", declarou ao Diário do Poder.

A decisão da representação fica, agora, a cargo do ministro Edson Fachin, do Supremo.


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Diário do Poder
Editado por Política na Rede
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