quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Carmen Lúcia pede um fim de semana 'sem novidades maiores no País'


Imagem: Gláucio Dettmar / Estadão
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, encerrou a sessão plenária da Corte desta quarta-feira, 6, com um apelo. “Desejo a todos um excelente Dia da Pátria e um ótimo fim de semana, se Deus quiser, sem novidades maiores no País.”



A declaração vem em meio à repercussão de áudio entregue por acidente por delatores da JBS à Procuradoria-Geral da República em anexo complementar sobre o senador Ciro Nogueira (PP).

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Na gravação, Joesley Batista e Ricardo Saud falam sobre supostos benefícios que o ex-procurador Marcelo Miller estaria garantindo no âmbito de acordo entre os delatores.

Na conversa gravada, Joesley e Saud mencionam ainda um tal ‘Zé’ que teria ‘cinco ministros do Supremo Tribunal Federal nas mãos’.  “Sabe que se nós entregar o Zé, nós entrega o Supremo”.

“Falei pro Marcelo: ‘Marcelo, você quer pegar o Supremo? Entrega o Zé. O Zé entrega o Supremo. Não, que isso, não aguenta meia hora.”.

Nesta terça-feira, 5, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, gravou vídeo no qual exigiu investigação imediata sobre a menção a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na sessão desta quarta-feira, 06, o decano da Corte, Celso de Mello, pediu ‘transparência’ na apuração sobre o conteúdo do áudio e o ministro Luiz Fux chegou a sugerir que Joesley ‘deixe o exílio nova-iorquino e vá para o exílio da Papuda’. Três ministros da Corte declararam que, apesar da possível revisão do acordo, as provas entregues pelos delatores não devem ser anuladas.

O conteúdo do diálogo está sob investigação que pode culminar com a rescisão dos acordos de colaboração dos delatores.

Miller. O advogado Marcelo Miller integrou a força-tarefa da Operação Lava Jato e atuou nas delações do ex-senador Delcídio do Amaral e  do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Após deixar o Ministério Público Federal, ele passou a integrar o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, e integrou o time de advogados que negociaram o acordo de leniência da J&F.

Janot pediu abertura de inquérito sobre a possível omissão de crimes pelos delatores e para investigar a menção ao ex-procurador da República.

Segundo o chefe do Ministério Público Federal, a investigação pode culminar com a anulação do acordo da JBS, mas está fora de cogitação anular as provas entregues pelos executivos.


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Breno Pires e Rafael Moraes Moura
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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