quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Decano do STF pede investigação imediada de menções a ministros do Supremo


Imagem: Reprodução / Estadão
Na sessão desta quarta-feira, 6, Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, declarou expressamente apoio à presidente da Corte, Cármen Lúcia, que deu ordens para investigar as citações a magistrados do STF pelos delatores da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud.



As citações estão no áudio de quatro horas que chegou à Procuradoria-Geral da República na quinta-feira, 31 de agosto. É a gravação de um longo bate papo entre Joesley e Saud. Acuados por investigações que põem sob suspeita o grupo empresarial, eles falam de tudo, inclusive de como tentar neutralizar o Supremo. Este é o ponto nuclear da reviravolta do caso JBS.

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“As graves insinuações que transparecem dos diálogos mantidos por determinados agentes colaboradores mostram-se impregnadas de elementos que se não forem cabalmente esclarecidos culminarão por injustamente expor esta Corte e os magistrados que a integram ao juízo severo, inapelável e negativo da própria cidadania”, alerta Celso de Mello.

O ministro mais antigo da Casa – ele está lá desde agosto de 1989 – considera que sobre os magistrados do Supremo ‘não pode pairar uma dúvida sequer, por mais tênue que seja, a propósito de sua respeitabilidade, de sua integridade moral e profissional, de sua honorabilidade, e de sua mais completa isenção e imparcialidade’.


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Rafael Moraes Moura, Breno Pires, Beatriz Bulla e Luiz Vassallo
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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