domingo, 17 de setembro de 2017

Juiz federal cancela cartão do Santander e sugere que todos os que pensam que ofensa não é arte façam os mesmo


Imagem: Reprodução / Instagram
O juiz federal William Douglas utilizou sua conta no Instagram para se manifestar sobre a polêmica da exposição do Santander. O juiz relatou que, após 11 anos com o banco, cancelou seu cartão de crédito. O juiz sugeriu aos seus seguidores que encerrem suas relações com o Santander, e explicou ainda que a liberdade de expressão é também um direito do público. 


Em sua primeira manifestação, o juiz informou que cancelou o próprio cartão e recomendou aos amigos que fizessem o mesmo: 






Posteriormente, o juiz voltou a tratar do assunto em mais duas ocasiões. Na primeira, desenvolveu os motivos pelos quais sugeria o boicote ao banco: 

OFENSA NÃO É ARTE.
Se concordar:
1- compartilhe
2- encerre qualquer relação com o Santander.

A vergonhosa exposição promovida pelo Santander utilizando, aliás, verbas públicas, é inaceitável.
Em um dos quadros, Jesus é representado como um macaco no colo de Maria. Em outra, de sua crucificação, sua imagem é ironizada. Uma instalação apresenta uma mala antiga cheia de hóstias, onde cada uma delas possui uma inscrição que lembra sangue, com as palavras “língua”, “vagina” e “ânus”. Não sou católico, nunca tomei hóstia, mas todos devem respeitar os símbolos religiosos dos outros. Não existe o direito de ofender e vilipendiar.
Há imagens de pedofilia e zoofilia. Não podemos aceitar isso.
O conjunto da obra é abusivo. Eh desrespeito e crime.
Censura? Sim, crimes, zoofilia e pedofilia têm q ser censurados. Mesmo.
Não existe direito absoluto (não é qualquer liberdade de expressão q eh protegida, há limites ) e ofensa não é arte.
Não aceito ataques nem desrespeito a ateus, a umbandistas e não aceitarei também contra os cristãos. E além disso não aceito pedofilia nem zoofilia. Quem quer ser respeitado tem q respeitar tb.
Cristao ou não, desde que seja contra desrespeitar a religião alheia, e contra pedofilia e zoofilia, mande um recado:
Há limites, há necessidade de respeito, ofensa não é arte.
Compartilhe ... e se ainda tiver, cancele sua conta ou cartão, eu já cancelei o meu.

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Alguns dias depois, o juiz William Douglas publicou mais um texto, diferenciando boicote e censura e explicitando o  direito dos cidadãos de se manifestarem publicamente contra uma exposição que os ofende: 

Ainda sobre a exposição do Santander.
Leiam os quadros. O MP/RS afirmou q houve intenção de erotizar crianças e tornar natural zoofilia, orgias e desrespeito a símbolos religiosos.
Eu tenho, como cidadão, o direito de me manifestar contra isso, de encerrar minha conta e de dar publicidade à minha opinião.
E sem ser ofendido por isso.
Alerto q não estamos diante de moralismo ou religiosidade, mas de temas laicos: direitos humanos, CF, Lei Penal e respeito à liberdade de opinião e de expressão de todos e não apenas de quem pensa igual.
Não houve censura, mas boicote. E penso que censura cabe, sim, diante de crime.
Lembro que quem critica quem criticou alegando liberdade de expressão deveria lembrar que quem critica também tem essa liberdade.
Aplausos para os que criticaram a exposição sem piquetes, violência, invasões ou coisas do gênero. Sem cuspe nem ovos. Um exemplo, isso.
Criticar, dizer que não gostou e encerrar conta é um direito que assiste a todos.
Enfim, após ouvir tanta gente citando que um promotor não viu nada demais, segue opinião diversa.
Não vi repúdio aos LGBTS mas sim à agressão ao sentimento religioso. Vários amigos LGBTS me manifestaram discordância da forma como se deu a coisa.
Sempre defendi os direitos civis de LGBTS e não é disso que trata a exposição.
Em suma: quem quer respeito precisa respeitar também.
E, ao contrário do que foi dito,
Tinha criança sim e elas eram alvo da amostra.
Não entendo que o "vai quem quer" se aplica a ataques à lei e ao desrespeito à religião alheia, assim como não aceito "vai quem quer" em exposição que tiver racismo, homofobia ou machismo.
A "arte" não está acima da CF nem das leis e não pode ser veículo de ofensa à terceiros ou um "cheque em branco" para qualquer coisa.
Não se pode sacralizar a arte e vilipendiar o sentimento religioso protegido, aliás, pela mesma lei q pune o racismo.
Não aceito desrespeito a religião de terceiros, seja escárnio com "arte", seja vilipêndio a símbolos, seja invasão a terreiros de umbanda e/ou candomblé, absurdo q tem q ser coibido na forma da lei.
Ah, mais uma coisa: o fato do MBL ter ido contra a exposição não tira meu direito de autonomamente ser contra também.

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Gazeta Social
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