sábado, 16 de setembro de 2017

Temer esquece a promessa de que 'ministro denunciado será afastado'


Imagem: Beto Barata / PR
Há sete meses, em pronunciamento, o presidente Michel Temer (PMDB) garantiu: que afastaria os integrantes do primeiro escalão de seu governo que fossem denunciados à Justiça pelo Ministério Público dentro das investigações da Operação Lava Jato. Nesta quinta-feira, 14, após ter os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco acusados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no ‘quadrilhão’ do PMDB, o presidente mudou de ideia. Decidiu não afastar os dois aliados próximos sob a justificativa de que de que a denúncia tem como base ‘delações fraudadas’.



Padilha e Moreira são acusados por organização criminosa na mesma denúncia que inclui Temer, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-assessor especial do presidente, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’.

Janot afirma que o ‘quadrilhão’ do PMDB arrecadou propinas de R$ 587 milhões.

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Em fevereiro, Temer havia definido que, caso um ministro fosse denunciado formalmente pela Procuradoria, o afastamento seria provisório.

Se a denúncia fosse aceita pela Justiça e o integrante de seu primeiro escalão se tornasse réu em ação penal, a saída do governo seria definitiva.

“O governo jamais poderá interferir nessa matéria. Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente”, afirmou o presidente naquele pronunciamento. “Se acolhida a denúncia e o ministro se transforme em réu, o afastamento é definitivo.”

Na ocasião, Temer ressaltou que não poderia aceitar que uma citação em inquérito, sem elementos suficientes para denúncia, fosse suficiente para se afastar um ministro. Reafirmou que o governo não blindaria “ninguém”.

“Faço questão de enfatizar em letras maiúsculas, não há nenhuma tentativa de blindagem. A questão é muito séria. E retorno: se alguém converter-se em réu, estará afastado independentemente do julgamento final”, declarou.


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Julia Affonso
O Estado de S. Paulo

Editado por Política na Rede  
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