terça-feira, 31 de outubro de 2017

'A primeira vez que eu sentei para falar a verdade eu fui preso', diz ex-executivo da JBS-Friboi


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Apesar de ter preferido não responder às perguntas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS, o ex-executivo da J&F Ricardo Saud afirmou nesta terça-feira, 31, que foi preso após falar a verdade.



“As palavras do senhor, que eu quero ajudar o país, eu quero, mas a primeira vez que eu sentei para falar a verdade eu fui preso. Já pensou se eu continuar falando? Então eu vou ficar calado”, disse Saud, em depoimento na CPMI, após questionamentos sobre comentários que havia feito sobre "querer ajudar o Brasil".

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Em outro momento, Saud também voltou a esse assunto. “Uma pessoa que faz cinco ações controladas, com cinco a dez pessoas da PF (Polícia Federal), vai sentar com a PGR (Procuradoria-Geral da República) depois e mentir?”, disse.

Saud está com o acordo de colaboração premiada suspenso, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse em vários momentos que preferia não responder a qualquer questionamento feito CPMI da JBS. Explicou que só voltará a colaborar com Justiça quando seus direitos forem restabelecidos. 

"Eu queria, não frustrando vossas excelências, lembrar que a suspensão do meu acordo (de delação premiada) está cautelado e vou permanecer calado seguindo meu direito constitucional. Tão pronto sejam restabelecidos meus direitos, eu voltarei a colaborar com a Justiça", afirmou Saud aos parlamentares.

Diante da negativa, senadores e deputados tentaram convencer Saud a falar em sessão fechada, sem a presença da imprensa. Mas Saud repetiu a justificativa. "Eu não me escondo. Quando minhas premissas forem restabelecidas, eu quero falar e muito", afirmou o executivo.

O acordo de delação premiada de Saud foi suspenso desde que vieram à tona gravações feitas pela JBS que apontaram omissões feitas pelo delator e o dono do grupo, Joesley Batista. A suspensão foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, a pedido do ex-procurador Rodrigo Janot. O cancelamento em definitivo do acordo também já foi pedido por Janot, mas aguarda uma nova decisão de Fachin. Por isso, Saud decidiu ficar em silêncio, na esperança de voltar a ter seu acordo restabelecido.

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Breno Pires e Renan Truffi

O Estado de S.Paulo
Editado por Política na Rede
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