segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Após 2 anos e meio preso, Vaccari pode ser solto na próxima semana


Imagem: Rodolfo Buhrer / Reuters
Preso no Paraná desde abril de 2015, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto nunca esteve tão perto de conseguir sua liberdade. Depois de duas absolvições no Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), que reviu as condenações do juiz Sergio Moro, o petista aguarda o julgamento do caso com o único pedido de prisão que o mantém atrás das grades, marcado para 7 de novembro.


Nesta data, a corte vai julgar a apelação do petista na investigação que o condenou a 10 anos em regime fechado por corrupção no esquema de desvios da Petrobras que abasteceu campanhas eleitorais do PT. Se conseguir a vitória, a determinação da prisão é suspensa e Vaccari poderá responder às ações em liberdade.

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Em junho, o petista conseguiu reverter no TRF-4 sua condenação de 15 anos e três meses por lavagem de dinheiro determinada pelo juiz de Curitiba e com ela o outro pedido de prisão que mantinha Vaccari na cadeia. Por dois votos a um, prevaleceu o entendimento do revisor da apelação, Leandro Paulsen, que contrariou o relator João Pedro Gebran Neto e entendeu que a sentença se baseou apenas nas declarações de delações premiadas.

Em setembro, Vaccari teve nova absolvição, desta vez na ação em que era acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter atuado no repasse de propinas derivadas de contratos da Petrobras. Ele havia sido condenado a nove anos de reclusão, mas não existia determinação de prisão expedida por Moro. Neste caso, o motivo alegado pelos desembargadores foi o mesmo do anterior, entenderam que não havia provas de corroboração das delações e que elas não contemplavam o episódio narrado na denúncia.

"Qualquer uma das prisões cautelares eram desnecessárias. Uma já foi derrubada e se conseguirmos fazer com que a segunda caia Vaccari responderá em liberdade, como é a regra do nosso sistema", disse o advogado do petista Luis Flávio Borges D'Urso.

Vaccari tem 11 processos na Lava Jato e condenações somando quase cinquenta anos de prisão. Com a revisão de dois processos pelo TRF-4, a soma das penas foi reduzida em 24 anos. Também há ações envolvendo o petista que ainda esperam julgamento na primeira instância.

ROTINA

Nesta segunda-feira, quando completa 59 anos, Vaccari passará o terceiro aniversário na cadeia. Para atenuar a pena em caso de confirmação das sentenças proferidas por Moro, o ex-tesoureiro tem trabalhado em atividades como a limpeza de áreas comuns do Complexo-Médico Penal (CMP), presídio na região metropolitana de Curitiba, onde está detido.

Também fez as provas do Enem, além de leituras e redação de resenhas de clássicos. Para cada livro, ele consegue a remição de quatro dias de pena, porém há um número máximo de leituras que podem ser realizadas por mês. Vaccari também recebe quase que diariamente visitas de emissários do PT e de sua defesa.

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O Globo
Editado por Política na Rede 
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