quarta-feira, 18 de outubro de 2017

CCJ da Câmara volta a discutir segunda denúncia contra Temer; assista ao vivo


Imagem: Jorge William / Agência O Globo
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara retomou na manhã desta quarta-feira os debates sobre o parecer do relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que pede o arquivamento da denúncia por organização criminosa e obstrução à Justiça contra o presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil). A sessão começou às 10h10, mas outros temas da CCJ foram tratados antes. A CCJ pode votar ainda hoje o relatório do tucano.




Assista: 



Há 13 inscritos para falar, sendo a maioria da oposição. Mas novos oradores ainda podem se prontificar. A tendência é que a maioria da comissão vote como o relator, pelo arquivamento das acusações.

Como a sessão está esvaziada, o que é uma demonstração de pouca preocupação do governo com o resultado, o PSOL pediu a recontagem dos presentes na comissão.

Ao fim das falas, o relator terá 20 minutos para defender novamente seu parecer. Em seguida, os advogados dos três acusados terão o mesmo tempo, ou seja, 20 minutos cada, para apresentar os argumentos finais em prol de seus clientes. E aí começa a votação.

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10 HORAS DE DEBATE

Ontem, após cerca de 10 horas de sessão, o presidente da Comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), encerrou a sessão. No primeiro dia de debates, 47 deputados discursaram, sendo 35 pela continuação da denúncia contra Temer e 12 em defesa do presidente para que o processo seja paralisado. Com presença maciça da oposição, os ataques a Temer dominaram o início dos debates na CCJ.

Para alguns, o cenário denota uma tranquilidade da base aliada em relação ao número de votos para barrar a denúncia. Outros acreditam que os deputados da situação deixarão para esta quarta-feira a defesa mais enfática de Temer.

Muitos deputados compararam a situação de Temer com a da ex-presidente Dilma Rousseff, retirada do cargo sob o argumento de que cometeu pedaladas fiscais. Eles defenderam a saída do atual presidente em virtude da gravidade das acusações.

A baixa popularidade de Temer, na casa dos 3% segundo pesquisas recentes, também foi menção recorrente entre os discursos dos deputados. Assim como avaliações sobre a conduta do ex-procurador Rodrigo Janot, autor da denúncia contra o presidente.

Os defensores de Temer repetiram argumentos usados pelo presidente na carta enviada na segunda-feira a 450 parlamentares. Eles listaram índices econômicos como argumento de que o Brasil caminha para uma maior estabilidade nessa área.

Aliados que trataram da denúncia ecoaram o mote do parecer apresentado pelo relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), favorável a Temer: de que a política está sendo criminalizada pelo Ministério Público e Polícia Federal.

Depois que a CCJ votar, o caso segue para o plenário da Câmara, onde será votado na semana que vem. Lá, são necessários 342 dos 513 votos para que a denúncia seja autorizada e portanto as investigações sejam feitas pelo Supremo Tribunal Federal.

No último dia 2 de agosto Temer se livrou de outra denúncia, de corrupção passiva. Na ocasião ele obteve no plenário 263 votos em seu favor e 227 contrários.

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Catarina Alencastro
O Globo
Editado por Política na Rede
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