segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dilma, que disse 'não respeitar delatores', usará delação de Funaro para pedir anulação do impeachment


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A defesa da presidente deposta Dilma afirmou nesta segunda-feira (16) que irá pedir que o conteúdo da delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro seja juntado aos autos do mandado de segurança que pede a anulação do processo de impeachment.



Em sua delação, Funaro afirma ter repassado R$ 1 milhão para o ex-deputado Eduardo Cunha "comprar" votos a favor do impeachment de Dilma. Para o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, "ficou demonstrado que o ex-deputado Eduardo Cunha comprou votos de parlamentares em favor do impeachment".

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A afirmação de que a delação "demonstra" algo contrasta com afirmações da própria presidente deposta, que disse que "não respeita delatores" em hipótese alguma: "Eu não respeito um delator, até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em delatora, a ditadura fazia isso com as pessoas. Eu garanto para vocês: eu resisti bravamente e até em alguns momentos fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem de resistir porque, senão, você entrega. Não respeito nenhum, nenhuma fala". A declaração de Dilma foi feita em 2015, em resposta à delação do empresário da UTC, Ricardo Pessoa.

Também em delação premiada, o empresário Joesley Batista afirmou ter fornecido dinheiro para comprar votos contra o impeachment, na mesma votação em que Funaro afirma ter comprado votos a favor. 

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