quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Além de Rosinha e Garotinho, mais 7 pessoas foram presas na operação da PF no Rio


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, e mais sete pessoas, foram presos nesta quarta-feira, 22, apontados pelo Ministério Público Eleitoral como suspeitos pelos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.


A Polícia Federal também cumpre dez mandados de busca e apreensão, que incluem operações nas casas dos acusados. Os mandados foram expedidos pela Justiça Eleitoral do município Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, reduto eleitoral do casal. Participam da operação 50 policiais federais nos municípios do Rio, Campos e São Paulo.



Segundo a PF, durante as investigações, foram identificados elementos que apontam "que uma grande empresa do ramo de processamento de carnes teria firmado um contrato fraudulento com uma empresa sediada no município de Macaé para prestação de serviços na área de informática". "Suspeita-se que os serviços não eram efetivamente prestados e que o contrato, de aproximadamente R$ 3 milhões, serviria apenas para o repasse irregular de valores para utilização nas campanhas eleitorais", informou a PF.

Outros empresários também informaram à PF que o ex-governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, exigindo o pagamento para que os contratos fossem honrados pelo poder público daquele município. Um ex-secretário municipal também foi preso. "Após os procedimentos de praxe, os presos serão encaminhados ao sistema prisional do Estado onde permanecerão à disposição da Justiça", disse a PF, por meio de nota.

A investigação é um desdobramento da "Operação Chequinho", que apura fraude com fins eleitorais no programa Cheque Cidadão, por Garotinho. A assessoria do ex-governador informou que Garotinho foi preso no Rio, onde tem apartamento no bairro do Flamengo, na zona sul. Já Rosinha teria sido presa em Campos e levada para a sede da PF no município. Em nota, a assessoria disse que "querem calar o Garotinho mais uma vez" e que o ex-governador atribui a operação "a mais um capítulo da perseguição que vem sofrendo desde que denunciou o esquema do governo Cabral na Assembleia Legislativa e as irregularidades praticadas pelo desembargador Luiz Zveiter".

"O ex-governador afirma que tanto isso é verdade que quem assina o seu pedido de prisão é o juiz Glaucenir de Oliveira, o mesmo que decretou a primeira prisão de Garotinho, no ano passado, logo após ele ter denunciado Zveiter à Procuradoria Geral da República. Garotinho afirma ainda que nem ele nem nenhum dos acusados cometeu crime algum e, conforme disse ontem no seu programa de rádio, foi alertado por um agente penitenciário a respeito de uma reunião entre Sergio Cabral e Jorge Picciani, durante a primeira prisão do deputado em Benfica. Na ocasião, o presidente da Alerj teria afirmado que iria dar um tiro na cara de Garotinho. Agora, a ordem de prisão do juiz Glaucenir é para que Garotinho vá com sua esposa para Benfica, justamente onde estão os presos da Lava Jato. Cabe frisar que essa a operação à qual Garotinho e Rosinha respondem não tem relação alguma com a Lava Jato", informou sua assessoria.

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Editado por Política na Rede
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