sábado, 25 de novembro de 2017

'Cada um conhece e irá cumprir o seu dever', diz general após criticar Toffoli por impedir a restrição ao foro privilegiado


Imagem: Produção Ilustrativa / Gazeta Social
O general Paulo Chagas desabafou logo após o ministro Dias Toffoli pedir vista e interromper o julgamento que poderia restringir o foro privilegiado. O general questionou: "Toffoli cumpre ordens do PT e senta em cima do processo do fim da impunidade? Seria fidelidade a compromissos assumidos?". 

Em seguida, o general publicou um texto intitulado "O Brasil não será eternamente o país da impunidade e da desordem". No texto, o general afirma que "não é natural ou normal  que o cidadão brasileiro não acredite na capacidade do sistema judiciário para distinguir, em nome do que chama de 'justiça', o que é justo daquilo que é apenas legal". E conclui: "o Brasil não será eternamente o país da impunidade e da desordem em que se está transformando porque, como no passado, hoje e sempre, ele espera e sabe que cada um conhece e irá cumprir o seu dever".

Leia abaixo o texto do General Paulo Chagas:

Caros amigos
É natural que o brasileiro comum sinta-se incapaz ou incompetente para mudar o rumo que o Brasil está tomando, como também é natural que ele se revolte quando se dá conta de que a lei está sendo aplicada em detrimento da justiça.
O que não é natural ou normal é que o cidadão brasileiro não acredite na capacidade do sistema judiciário para distinguir, em nome do que chama de "justiça", o que é justo daquilo que é apenas legal, porque não é prova de isenção de um Juiz basear-se apenas na letra da lei para deixar de punir um criminoso.
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Se a estrutura legal do Brasil é falha, malfeita ou capciosa, cabe aos Juízes, na sua aplicação, criar jurisprudência capaz de, pela lógica, torna-la justa e célere! Não o contrário, como soe acontecer, em particular e especialmente, na atabalhoada e politicamente contaminada Suprema Corte brasileira, fonte aparentemente inesgotável de precedentes que só fazem multiplicar chicanas e privilegiar a impunidade, travestindo-a de justiça.
Cabe ao poder judiciário ser, antes de mais nada, justo e capaz de encontrar o caminho ágil para por fim à crise de compensação do crime em que estamos metidos. Cabe-lhe, com rapidez, simplicidade, objetividade e isenção, fazer justiça - sem jactância, vaidade, compadrios, demonstrações de insegurança ou de submissão à hipocrisia "politicamente correta"!
Cabe-lhe, na adversidade do momento incomum em que vivemos, exercer de fato e com prontidão o seu papel e esquecer quaisquer comprometimentos que o afastem dele, sob pena de ver agravados o seu descrédito e a sua desmoralização e de ser ultrapassado e envolvido pela balbúrdia e pela anarquia que a largos passos assumem as rédeas do nosso destino.
Uma coisa, no entanto, é certa, o Brasil não será eternamente o país da impunidade e da desordem em que se está transformando porque, como no passado, hoje e sempre, ele espera e sabe que cada um conhece e irá cumprir o seu dever.
A qualquer custo, assim será e, quem viver, verá!
Gen Bda Paulo Chagas
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