sábado, 4 de novembro de 2017

O Estado condenou Kelly à morte por ter dado o direito de “saidinha” ao seu assassino, que estava preso, diz jornalista


Imagem: Reprodução
O colunista Luciano Ayan, do site Ceticismo Político, expõe a responsabilidade do Estado no assassinato da jovem Kelly Cristina Cadamuro, morta por um foragido da Justiça que não voltou ao presídio após uma "saidinha" de presos. 



Jonathan Pereira do Prado, preso que confessou a morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, após uma carona combinada pelo WhatsApp, estava foragido desde março, segundo a Polícia Civil de Frutal, em Minas Gerais.

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Beneficiado pelo direito de saída temporária, ele não voltou ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP), de São José do Rio Preto (SP)
Jonathan cumpre pena por assalto e confessou ter entrado no grupo virtual com a intenção de roubar Kelly através de uma falsa carona. Outros crimes na ficha de Jonathan incluem como estelionato, furto e receptação.
Outros dois suspeitos, Wander Luis Cunha e Daniel Teodoro da Silva, que, de posse de bens da jovem, foram enquadrados por receptação e também foram presos.
A história de Kelly comoveu o Brasil, pois ela estava desaparecida deste quarta-feira quando, segundo contou a família à polícia, havia deixado a cidade de São José do Rio Preto, onde residia, para viajar até a cidade de Itapagibe, em Minas Gerais, para visitar o namorado.
Ela fazia parte de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal até a cidade mineira. Na hora da viagem, a mulher desistiu e foi apenas o homem, Jonathan, que não era conhecido de Kelly.
O corpo de Kelly foi encontrado na tarde desta quinta (2) em um córrego no interior de Minas Gerais. A declaração de óbito aponta para morte por asfixia e estrangulamento. O caso é tratado até o momento como latrocínio, informa a Polícia. Mas como ela foi encontrada sem as calças pode também ter sido estuprada.
Legisladores que criam leis abomináveis como essa da “saidinha” sabem da consequência de seus atos. Mas eles não ligam. Não possuem empatia pelo ser humano.
O Estado poderia ter protegido a vida de Kelly, mas escolheu brincar com vidas humanas ao adotar regras de leniência com o crime. O resultado desse sadismo está aí, com a morte de Kelly, que é mais um exemplo das vítimas de monstros que defendem leis de impunidade.
Ao dar o direito de saída temporária a Jonathan, o Estado condenou Kelly à morte.

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Correio do Poder
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