quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Procuradoria aponta que 'rei do ônibus' descumpriu as regras impostas por Gilmar Mendes ao tirá-lo da prisão


Gilmar Mendes é padrinho de casamento da filha de Barata Filho
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O Ministério Público Federal do Rio pediu nesta sexta-feira (16) o restabelecimento da prisão preventiva do empresário Jacob Barata Filho por desrespeitar as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal.


A Procuradoria afirma ter obtido provas de que o empresário seguiu participando da gestão de suas empresas, o que contraria a decisão do ministro Gilmar Mendes, em agosto, referendadas pela 2ª Turma do STF, em outubro.

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A suspensão do exercício de cargos na administração de sociedades e associações ligadas ao transporte coletivo foi imposta por sugestão do próprio ministro Gilmar Mendes, que concedeu habeas corpus ao empresário em agosto. Barata Filho havia sido preso em julho.

Barata Filho foi preso de novo nesta terça-feira (14) na Operação Cadeia Velha. Contudo, havia uma preocupação de que a defesa do empresário obtivesse novo habeas corpus com o argumento de que não houvera fato novo desde a soltura do empresário.

Na busca e apreensão realizada na terça, o MPF encontrou relatórios gerenciais, balancetes financeiros, relações de pessoal e situação de frota relativos aos meses de setembro e outubro de 2017, posterior à sua soltura, em agosto.

Há ainda anotações manuscritas atribuídas a Barata Filho sobre mudanças na gestão da Fetranspor.

Barata Filho é réu em duas ações penais no Rio, sob acusação de pagar R$ 500 milhões de propina a políticos fluminenses.

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Ítalo Nogueira
Folha de S.Paulo
Editado por Política na Rede
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