sábado, 18 de novembro de 2017

'Se quiserem impor censura ou retaliar a liberdade de expressão da internet nas eleições de 2018, não contem com o povo brasileiro, a começar por mim', afirma Levy Fidelix


Imagem: Produção Ilustrativa / Correio do Poder
O presidente do PRTB, Levy Fidelix, manifestou intensa preocupação com a disposição do TSE de monitorar "fake news" com o uso da Abin e das Forças Armadas nas próximas eleições. Para Fidelix, a decisão se assemelha a uma tentativa de censura e ainda deixa de lado outras funções da Justiça Eleitoral. 


"A grande verdade é que eu queria concitar a Abin, o Ministério da Justiça, o TSE, a algo mais importante para os brasileiros hoje. O Judiciário caiu muito na confiabilidade do povo, com essa questão das urnas eletrônicas. Todos querem uma urna eletrônica mais confiável; os resultados podem até ser mais lentos, mas precisam ser confiáveis. Precisamos saber o que está lá dentro dessa máquina", disse o presidente do PRTB. 

Levy Fidelix questiona ainda como será feito o controle das "fake news": "Eu pergunto: controlam as pesquisas? Não controlam. Quando se registra uma pesquisa, não submete ao crivo do TSE, se a pesquisa está correta, ou se a metodologia está correta. Simplesmente, você bate o carimbo e está registrada. E depois, na apuração, alguém tem controle? O certo e o correto seria que, no dia da votação, na hora em que lançassem os Boletins de Urna, todos os partidos pudessem receber uma cópia para fazer uma auditoria interna. Entregam um para a imprensa, um para a OAB, e um para os partidos".

Fidelix questiona a metodologia dos institutos de pesquisa: "de dentro do gabinete, com mil pessoas, fazem a pesquisa para o Brasil inteiro. E não perguntam sobre todos os candidatos. Por que não colocam meu nome? Vou sair pré-candidato oficial, mas todos sabem que sou pré-candidato. E do Eymael, que também é pré-candidato?".

"É preocupante que a livre expressão seja cerceada com essa tomada de decisão dos órgãos que deveriam nos dar a liberdade e vão nos cercear. E que passo será o seguinte? Pergunto ao comunista sr. Jungmann, à Abin e ao ministro Gilmar Mendes: será que as pessoas serão cerceadas em seu direito de expressão? Uma coisa é certa:  não temos transparência nas urnas eletrônicas e não temos transparência nas pesquisas - são só carimbadas, protocolizadas junto aos órgãos, e não são auditadas", questiona Levy Fidelix. 

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