terça-feira, 7 de novembro de 2017

Senado deve votar plebiscito do desarmamento até fim do mês, diz autor


Imagem: Beto Barata / Ag. Senado
O autor do pedido de revogação do Estatuto do Desarmamento, senador Wilder Morais (PP-GO), afirmou que o projeto de plebiscito sobre o tema deve ser votado até o final de novembro no Senado. “Como é um assunto polêmico, precisamos que a sociedade participe. Não adianta a gente soltar o projeto e não ter o apoio da população”, disse.


O tema está sendo analisado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O relatório sobre o assunto caberá ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que já afirmou ser a favor da liberação das armas.

Leia também: 

Wilder e a bancada da bala pressionam para acelerar o projeto de decreto, que viabilizaria a aplicação do plebiscito.

A ideia é que sejam feitas 3 perguntas no pleito: 1) se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure a posse de armas, 2) se a população permite o porte de arma para quem preencher os requisitos previstos na lei, 3) se a população rural com bons antecedentes pode ter a porte de arma.

A seguir, trechos da entrevista com o senador Wilder Morais (PP-GO).

Por que agora?
Wilder Morais: Eu tinha um projeto sobre a posse de arma na zona rural e comecei a receber muitos pedidos nas redes sociais, pessoas perguntando se não podíamos ampliar isso.

Vai reduzir a criminalidade?
Quando nós tiramos a legítima defesa das pessoas de bem, os bandidos ficaram muito a vontade, porque ele sabe que a pessoa do outro lado não vai estar armada. Nós defendemos que as pessoas passem por exame psicológico, curso de tiro e se preparem para ter arma de fogo. Não vamos resolver o problema da criminalidade, quem vai resolver isso é a polícia, o Congresso, e quem vai combater é o serviço de inteligência.

O senhor é senador de Goiás, onde recentemente aconteceu uma tragédia em uma escola por causa da arma de fogo. O senhor não teme que o aumento do porte de armas possa permitir novas tragédias como essa?
Até o pai de uma das crianças que morreu não aceita vincular uma coisa com a outra. Até porque aquela arma era de um policial, não de um civil. Independentemente se tinha arma ou não, aquilo foi uma falha da família. Vai ser preciso um procedimento. Porque no Estatuto estará que a responsabilidade de usar arma de forma errada é muito grave. Quem tiver a posse de uma arma, vai ter responsabilidade sobre ela. É que nem quem bebe e dirige.

Como garantir esse controle?
A pessoa que comprar uma arma será cadastrada, vamos saber onde ela está, com que arma está. Outra coisa aconteceu no meu Estado: um comerciante em Caldas Novas reagiu a um assalto e matou os bandidos. Agora, ele está sendo processado por não ter registro da arma. Isso não vai mais acontecer, vamos garantir a legítima defesa para as pessoas.

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Paloma Rodrigues
Poder360
Editado por Política na Rede
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