sábado, 9 de dezembro de 2017

Em seu primeiro discurso como presidente do PSDB, Alckmin diz que Lula quer 'voltar à cena do crime'


Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi eleito presidente do PSDB neste sábado (9) em convenção do partido em Brasília. Ele ocupará o cargo pelos próximos dois anos.



Apesar do acordo costurado por semanas, o senador Tasso Jereissati (CE) não assumiu o Instituto Teotônio Vilela, braço de formulação política do partido. O ex-senador José Aníbal resiste a deixar o posto.

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O primeiro vice-presidente presidente será Marconi Perillo e o segundo, Ricardo Tripoli, aliado de Tasso.

Com a chegada à presidência da sigla, Alckmin começa a erguer sua candidatura presidencial.

Em seu primeiro discurso no posto, o paulista fez críticas pesadas ao PT e afirmou que Lula, seu possível adversário nas urnas em 2018, quer "voltar à cena do crime".

"Vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula quer voltar ao poder", disse. "Será que petistas merecem nova oportunidade? Nós os derrotaremos nas urnas."

O governador também fez a defesa de uma pauta econômica reformista e responsabilizou o PT pela recessão dos últimos anos. "Acreditamos em políticas públicas perenes e não em bravatas de marketing", afirmou.

"Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da nossa história. As urnas o condenarão pelos 15 milhões de empregos perdidos, pelas milhares de empresas fechadas, pelos sonhos perdidos."

"O PSDB é um instrumento da modernização do Brasil, o Brasil desburocratizado", continuou.

"Vamos perseguir a inovação de forma obsessiva. O conhecimento e a imaginação criando futuro a passos largos", disse. "Já passou da hora de tirar o peso desse Estado ineficiente das costas dos trabalhadores e empreendedores brasileiros."

Segundo o tucano, é "hora de olhar para a frente com união e esperança renovada".

Como indica seu primeiro discurso à frente da legenda, o paulista pretende mirar o PT para abrir espaço na disputa pelo Planalto, até agora polarizada entre Lula e Jair Bolsonaro (PSC).

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Daniel Carvalho, Bruno Boghossian, Talita Fernandes e Thais Bilenky
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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