terça-feira, 5 de dezembro de 2017

'Ministro Gilmar Mendes, e na corrupção eterna que de provisória nada tem? Nessa não vai nada, não?', questiona jornalista


Imagem: Produção Ilustrativa / Gazeta Social
A jornalista Lillian Witte Fibe respondeu o ministro Gilmar Mendes, que voltou a defender que o STF volte atrás e deixe de permitir prisões após condenação em segunda instância. Lillian Witte Fibe questionou: "Ministro Gilmar Mendes, e na corrupção eterna que de provisória nada tem? Nessa não vai nada, não?". 


Leia abaixo o texto publicado por Lillian Witte Fibe: 

Mas é cada uma.De novo ele, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes – que acaba de mandar soltar pela terceira vez o rei dos ônibus no Rio – dispara contra o que chama de excessos do Judiciário.Excessos das instâncias inferiores à dele, claro.E cria o mote “prisão provisória eterna” pra explicar por que vai mudar de ideia sobre mandar prender condenados depois do veredito da segunda instância, e antes dos infindáveis recursos previstos em lei.É que as prisões acontecem antes mesmo do julgamento em primeira instância, diz ele: “A prisão em segundo grau, em muitos casos, especialmente no contexto da Lava Jato, se tornou algo até dispensável. Porque passou a ocorrer a prisão provisória de forma eterna, talvez, até com o objetivo de obter a delação. Sentença de primeiro grau, o sujeito continuava preso, confirmava-se a provisória, e com certeza no segundo grau ele começa a execução”, ironizou o ministro.
Ministro, e na corrupção, essa sim eterna e nunca provisória? Nessa não vai nada, não?
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