terça-feira, 2 de janeiro de 2018

'Caberá ao TRF4 determinar se a Lava Jato conseguirá mesmo mudar o país ou se esbarrará na tradição nacional de que alguns são mais iguais perante a Lei', diz colunista


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em artigo reproduzido pelo blog de Augusto Nunes, da revista Veja, Eliziário Goulart Rocha reforça a importância do julgamento de Lula em segunda instância. Para Rocha, o julgamento definirá a "cara" do Brasil: "se irá se tornar, finalmente, um país em que a Lei é para todos, ou se vivas almas muito vivas seguirão escapando por mais um tempo da cadeia sob os aplausos dos seguidores da seita e de espertalhões em geral".




Leia abaixo o artigo completo: 

O julgamento em segunda instância de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em 24 de janeiro, dará contornos iniciais, mas talvez definitivos, à cara que o Brasil terá em 2018: se irá se tornar, finalmente, um país em que a Lei é para todos, ou se vivas almas muito vivas seguirão escapando por mais um tempo da cadeia sob os aplausos dos seguidores da seita e de espertalhões em geral. Enquanto exércitos de Sem-Noção se mobilizam para fazer barulho a favor do mestre em Porto Alegre, os brasileiros sem alma presa seguem esperançosos.
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Condenado em primeira instância, Lula recebeu em julho, do juiz Sergio Moro, a sentença de 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex. Caberá ao TRF4 determinar se a Lava Jato conseguirá mesmo mudar o país ou se esbarrará na tradição nacional de que alguns são mais iguais perante a Lei.
Lula é réu também em processos envolvendo o sítio de Atibaia, o terreno do Instituto Lula, obstrução de Justiça no caso Petrolão, empréstimo do BNDES e Operação Zelotes, fora outros em que foi denunciado, mas ainda não se tornou réu – nomeação para o ministério, Quadrilhão do PT, palestras suspeitas e MP do setor automotivo. Mesmo que escape desta vez, uma folha corrida dessas garante a pole position na fila de embarque do camburão. É apenas uma questão de tempo, mas a decisão do dia 24 terá o condão de determinar se começaremos o ano com os brasileiros decentes de alma lavada ou com a farra dos caras deslavadas.

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