sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

MST desafia autoridades e ameaça com 'atos' em todo o Brasil no julgamento de Lula


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O Movimento dos Sem-Terra (MST) vai realizar "atos" em várias cidades do País durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, previsto para o dia 24 de janeiro.



"Não adianta a prefeitura (de Porto Alegre) tentar impedir o protesto, nem o governo colocar sua força repressora, porque não vai ter luta só em Porto Alegre, vai ter luta em todo o Brasil", disse o dirigente nacional Alexandre Conceição.

Segundo ele, as ações serão definidas durante uma reunião com os dirigentes estaduais do MST, no próximo dia 13, mas nenhuma forma de mobilização está descartada.

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"Haverá vigílias em órgãos do Judiciário, marchas e concentrações, mas não descartamos o trancamento de BR (rodovias federais) e outras manifestações. Vamos usar todas as formas possíveis de mobilização para protestar contra a condenação do ex-presidente Lula e pelo direito legítimo de que ele concorra às eleições presidenciais."

Lula foi condenado, em primeira instância, a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP). Ele nega os crimes. Se a condenação for confirmada, ele pode se tornar inelegível para a disputa presidencial deste ano.

Na quinta-feira (4), o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), pediu apoio do Exército e da Força Nacinoal para atuarem na capital gaúcha no dia do julgamento. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, já disse ser contra o emprego das Forças Armadas em Porto Alegre.

Para Conceição, o julgamento rápido em segunda instância pretende impedir que Lula dispute as eleições em 2018, "consolidando assim o golpe iniciado com impeachment da presidente Dilma (Rousseff) e a posse ilegítima do Temer (presidente Michel Temer)".

O dirigente do MST acredita que centrais e sindicatos de trabalhadores devem aderir aos protestos, pois também estão sendo prejudicados pelas medidas do presidente, como a reforma trabalhista e a proposta de mudar a Previdência.

"Entendemos que uma eleição presidencial sem a participação de Lula é a continuidade do golpe, é fraude, e por isso o MST se manterá na linha de frente para defender a democracia e a participação dele nas eleições de 2018."

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José Maria Tomazela
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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