sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

'Por conta do tal respeito às outras crenças, 80% de brasileiros cristãos vêm sendo proibidos de expressarem a sua fé', denuncia promotor


Imagem: Produção Ilustrativa / Gazeta Social
O promotor Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos, denunciou a perseguição à religião cristã no Brasil: enquanto ataques ao Cristianismo são aceitos com naturalidade pela imprensa, polícia e Ministério Público, a mera distribuição de um panfleto cristão ensejou até mesmo a perseguição legal dos responsáveis.  O promotor explica: "Estado laico não é isso! Estado laico não significa uma nação de ateus e de agnósticos, mas sim respeito a todas as crenças, não podendo o Poder Público criar embaraços à manifestação de qualquer sentimento religioso, desde que respeitoso".




Leia abaixo o artigo de Rodrigo Merli Antunes: 

Semanas atrás, no Natal, uma rede de supermercados distribuiu a seus clientes uma espécie de ‘cartilha’ com alguns ensinamentos bíblicos, todos eles escritos por um sério e renomado pastor de uma igreja presbiteriana.
O conteúdo nada tinha de ofensivo às outras crenças e retratava princípios básicos do Cristianismo em dias bem propícios (comemoração do nascimento de Jesus). Entretanto, apesar disso, a consequência prática foi perseguição.
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Nas redes sociais, clientes ameaçaram não frequentar o tal supermercado. Já na esfera pública, o Ministério Público do Trabalho recomendou a cessação da distribuição.
É o fim dos tempos, não?
Onde está a liberdade de expressão, de crença e de culto em nosso país?
Será que revogaram a Constituição Federal de 88?
Por conta do tal respeito às outras crenças, 80% de brasileiros cristãos vêm sendo proibidos de expressarem a sua fé.
Estado laico não é isso!
Estado laico não significa uma nação de ateus e de agnósticos, mas sim respeito a todas as crenças, não podendo o Poder Público criar embaraços à manifestação de qualquer sentimento religioso, desde que respeitoso.
Mas, por aqui, vivemos uma democracia de mão única, caolha e perneta (democracia saci-pererê), na qual, em nome da liberdade de alguns, estão a acabar com a liberdade de milhões.
E o curioso é que condutas verdadeiramente criminosas não são vistas com toda essa preocupação.
Em 2013, durante a visita do Papa, dissidentes do Cristianismo destruíram imagens sacras e utilizaram crucifixos até mesmo para se masturbarem.
Todavia, isso foi visto como mera crítica e não me consta que tenha acontecido algo, muito embora isso sim seja crime previsto no artigo 208 do Código Penal.
É preciso ter decência até na descrença.
É preciso ser nobre até no ateísmo.
De feriados cristãos essas pessoas gostam (afinal, não trabalham), mas respeito efetivo ao outro não possuem.
Isso tem nome: barbarismo e intolerância!
A tática deles é essa, seguir à risca os ensinamentos de Lênin: ‘Acuse-os do que você faz e xingue-os do que você é’.

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