quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

48ª fase da Lava Jato apura atuação de Adir Assad e Tacla Duran em esquema de concessão de rodovias


Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
O foco da 48.ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira, 22, é o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do “Anel da Integração”. São apurados pagamentos de propinas para agentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná e da Casa Civil do governo do Estado do Paraná.

O ponto comum alvo da Operação Integração – nome da 48.ª fase – é o uso de dois operadores de propinas alvos do esquema de corrupção na Petrobrás: Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. “Uma das concessionárias se utilizou dos serviços de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção. Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”, informou a Polícia Federal, que desde as 6 horas está nas ruas cumprindo mandados nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

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A primeira etapa da Lava Jato de 2018 cumpre 50 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária decretados pelo juiz federal Sérgio Moro. “A ação tem por objeto a apuração, dentre outros, dos crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de ativos”, informou a PF.

Em novembro de 2016, a Lava Jato chegou nas primeiras provas do esquema com a 36.ª fase, a Operação Dragão. Foi descoberto na ocasião que a Empresa Concessionária de Rodovias Norte S.A. (Econorte) repassou R$ 1,21 milhões para o escritório de advocacia de Tacla Duran.

A Econorte, da Triunfo Participações e Investimentos (TPI), com outras empresas do grupo depositaram quase R$ 5 milhões nas contas correntes mantidas pelo escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados.

O Grupo Triunfo também fez pagamentos para as empresas do operador de propinas Adir Assad Legend Engenheiros Associados e J.S.M. Engenharia e Terraplenagem, um total de R$ 62,43 milhões entre 2008 e 2015.

O documento aponta ainda os repasses suspeitos para duas outras investigadas em fases anteriores da Lava Jato. A GPI Investimentos, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor, e para a Planner Corretora.

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Ricardo Brandt, Julia Affonso e Luiz Vassallo
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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