terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Ditador da Coréia do Norte usou passaporte brasileiro para conseguir vistos


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Kim Jong-Un, atual ditador da Coreia do Norte, e seu pai, Kim Jong-Il, usaram passaportes falsos do Brasil para obter vistos para países europeus na década de 90. A revelação foi feita na tarde desta terça-feira pela agência Reuters, que obteve as imagens dos documentos fraudulentos e confirmou a informação com fontes oficiais ligadas aos órgãos de segurança na Europa.

“Eles usaram esses passaportes, que claramente mostram Kim Jong-un e Kim Jong-il, para tentar obter vistos em embaixadas estrangeiras”, disse um dos oficiais europeus para a agência. “E isso mostra o desejo de viajar e uma tentativa de construir uma rota de fuga”, continuou essa fonte, que não quis se identificar.

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A publicação informou, ainda, que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil investiga a denúncia e que a embaixada brasileira na Coreia do Norte se recusou a comentar o assunto. Veja os documentos nas imagens abaixo:



De acordo com as informações apuradas pela Reuters, Kim Jong-un usou o nome Josef Pang e seu pai, Kim Jong-Il, Ijong Tchoi. Ainda segundo a agência, uma fonte brasileira, ligada ao Ministério das Relações Exteriores, disse que os dois passaportes eram documentos legítimos, do tipo que é enviado em branco para as embaixadas do país mundo afora para ser emitido em caráter oficial.

Os dois passaportes tinham validade de dez anos e apresentam carimbos que dizem “Embaixada do Brasil em Praga” (República Tcheca), datavam 26 de fevereiro de 1996 e citavam a cidade de São Paulo (capital) como local de nascimento.

As fontes ouvidas pela publicação disseram ter passado as imagens por sistemas de reconhecimento facial que identificaram as pessoas nas fotos como os dois norte-coreanos e notam que os documentos podem ter sido usados para viagens para o Japão, Hong Kong e Brasil.

A especulação de que Kim jong-Un teria usado um passaporte falso do Brasil para viajar o mundo sem levantar suspeitas não é nova, mas é a primeira vez que imagens do documento vêm à tona. Em 2011, um jornal japonês divulgou uma matéria sobre o tema, alegando que ele teria se aproveitado desse papel oficial para visitar um parque da Disney em Tóquio, capital do Japão, em 1991.

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Editado por Política na Rede
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