quarta-feira, 21 de março de 2018

Defensor do desarmamento, PSOL quer que contribuintes paguem escolta armada para seus parlamentares


Imagem: Pedro Teixeira / Ag. O Globo
O PSOL vai entrar nos próximos dias com um pedido formal à Secretaria de Segurança do Estado para que parlamentares e pré-candidatos com maior visibilidade possam contar com escolta e segurança particular. Integrantes do partido estão em contato com especialistas em Segurança Pública para definir qual o melhor formato do esquema de proteção depois do assassinato da vereadora Marielle Franco.

O jornal O Globo apurou que o pré-candidato ao governo do Rio, Tarcíso Motta, e a também vereadora Talíria Perrone, de Niterói, estão entre os nomes que a legenda pretende apresentar à secretaria. Na semana da morte de Marielle, antes do crime, o PSOL já estava discutindo internamente um esquema de segurança para Tarcísio Motta.

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Desde a morte de Marielle na última quiarta-feira e durante toda esta semana, o partido tem se reunido para discutir questões de segurança, incluindo contato com o especialistas do setor, além de orientar seus quadros como se prevenir de possíveis ataques. Não andar sozinho nas ruas, desativar o localizador do celular e não citar a localização quando falar ao telefone estão entre elas.

Um dos políticos que já conta proteção do Estado é o deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, em 2008. Hoje, ele possui a escolta de policiais civis, divididos em três turnos. A equipe tem à disposição uma arma de grosso calibre, um fuzil, cedido pela polícia.

A avaliação se o deputado deve continuar ou não com segurança é feita por pessoas da própria Secretaria de Segurança. Nas eleições municipais de 2016, então candidato à prefeitura do Rio, Freixo afirmou que fora orientado a não dispensar a proteção

— Eu conversei recentemente com a Draco, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, e a avaliação é que eu não posso, lamentavelmente, andar sem segurança ainda — disse durante uma agenda de campanha.

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Daniel Biasetto
O Globo
Editado por Política na Rede 
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