sábado, 31 de março de 2018

'Não existe um ranking dos maiores sites de notícias falsas feito pela USP ou com base em estudo da USP', explica pesquisador da USP


O pesquisador Pablo Ortellado lembra que já desmentiu a notícia
falsa diversas vezes
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informar que iniciaria um procedimento para apurar "fake news" com base em uma notícia falsa, os pesquisadores do grupo Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo, voltaram a desmentir que exista um "estudo da USP" com uma lista de páginas que difundiriam notícias falsas. 


Leia: 

Na condição dos pesquisadores responsáveis por essa suposta pesquisa da USP, gostaríamos de aproveitar a oportunidade para esclarecer que esse tão difundido estudo não passa de um grande mal-entendido que rapidamente se tornou uma espécie de “notícia falsa sobre notícias falsas”. Não existe um ranking dos maiores sites de notícias falsas feito pela USP ou com base em estudo da USP.

A suposta "lista" vem sendo espalhada por militantes de esquerda, inclusive parlamentares, como os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias e a deputada Jandira Feghalimesmo após diversos desmentidos anteriores. A difusão irresponsável da notícia chegou a enganar o próprio Tribunal Superior Eleitoral. Embora páginas mencionadas na suposta "lista" tenham sofrido restrições ou mesmo sido apagadas pelo Facebook, as páginas que difundiram a notícia sabidamente falsa não sofreram qualquer restrição.

Leia também: 

Veja o comunicado do grupo Monitor do Debate Político:


O desmentido na página do Facebook remete ao link de uma matéria publicada na Folha de S. Paulo, assinada por Marcio Moretto e Pablo Ortellado, pesquisadores da USP a quem foi atribuído o suposto "estudo", que explicam: 

O Monitor fez inúmeras notas desmentindo o suposto estudo, assim como a Aepps. Apesar disso, durante todo esse período, centenas de perfis e páginas influentes de professores, jornalistas e políticos do Congresso difundiram a notícia. O motor da difusão, neste, como noutros casos, é a paixão política. É porque as pessoas de esquerda já estão tão convictas de que a direita é desonesta que uma matéria completamente distorcida e falsa pode irrefletidamente ser tratada como se fosse verdadeira e passada adiante na dinâmica de combate das mídias sociais. Se o conteúdo do suposto ranking fosse misto com sites de esquerda e de direita, jamais teria tido o alcance que teve.

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