terça-feira, 20 de março de 2018

STJ manda a PF interrogar Jaques Wagner em apuração que envolve também o governador da Bahia


Imagem: João Ramos / Jornal Grande Bahia
O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou uma série de providências requeridas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em uma investigação que envolve o governador da Bahia, Rui Costa, e seu antecessor, Jaques Wagner. Os dois petistas são suspeitos de receber dinheiro ilegal da Odebrecht.

Entre as diligências autorizadas pelo ministro, a Superintendência da Polícia Federal na Bahia deverá interrogar Wagner e pessoas ligadas à empreiteira. Gonçalves determinou ainda que as contas eleitorais de Costa relativas ao ano de 2014 sejam anexadas à apuração, que tramita sob sigilo.

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O caso chegou ao STJ a partir de representação de deputados estaduais opositores do PT enviada à Polícia Civil em Salvador no ano passado. Adversários de Costa e Wagner pediram a apuração das suspeitas levantadas por delatores da Odebrecht de que propina foi negociada em contrapartida à liberação de valores devidos à construtora pela Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb). O débito da Cerb com Odebrecht era estimado em aproximadamente R$ 290 milhões.

Wagner e o caixa eleitoral de Costa nas eleições de 2014 foram beneficiários de repasses ilegais, apontaram executivos da empreiteira. Por envolver prerrogativa de foro, a polícia baiana remeteu o documento ao STJ.

A coluna Expresso, da revista Época, procurou a defesa dos dois petistas. O criminalista Vitor Santana, da equipe de advogados que assiste o governador da Bahia, informou que o escritório não se manifestaria sobre o caso. Bruno Espiñeira, defensor de Wagner, disse que não poderia comentar em razão do sigilo imposto à apuração.

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Marcelo Rocha
Época
Editado por Política na Rede
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