quinta-feira, 26 de abril de 2018

Em entrevista a rádio da Paraíba, Levy Fidelix 'detona' política monetarista da dupla Temer-Meirelles


Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede
Em entrevista a uma rádio paraibana, o pré-candidato Levy Fidélix, afirmou ter a expectativa de uma disputa mais igualitária nestas eleições. Questionado sobre o que o move a disputar novamente a Presidência, Fidélix lembrou que teve quase meio milhão de votos: "Para mim, 0,43% é meio milhão de pessoas. São 5, 6, 7 estádios cheios de pessoa que me levaram a sério quando eu falava que o Brasil já estava quebrado, já estava em uma situação difícil, e o mundo rosáceo que o PT apresentava já era uma mentira só. Se os brasileiros tivessem atentado para isso, quem sabe esse meio milhão teria se transformado em 30 milhões, e o Brasil estaria em paz, hoje, com Levy Fidelix presidente".


Fidélix lembrou que apresentou suas propostas e afirmou que o jogo mudou: "Na época eu já dizia que temos juros elevados demais e o Brasil não suportaria pagar; já dizia que temos que ter imposto zero para remédio; dizia que a cesta básica deveria ser desonerada. Sempre combati o bom combate. As chances e oportunidades são muito diferentes hoje. Em 2014, o jogo foi muito desleal. O poder de fogo do PT à época, que apregoava esse besteirol todo que vemos aí, era incomparável. Hoje as circunstâncias são outras. O tempo de TV dos candidatos será quase igual e ninguém poderá usar dinheiro de propina".

O presidente do PRTB afirmou que é o único candidato realmente ficha-limpa: "Lula já está preso. Os principais candidatos são de partidos que estão atolados na corrupção. Todo esse povo aí está envolvido. Nem deveriam estar disputando. O grande jurista Modesto Carvalhosa até já defendeu no TSE que esses partidos fossem todos punidos. Esses partidos que, em seus diretórios, receberam recursos de propina, nem deveriam disputar as eleições, mas vão receber recursos públicos do povo, com esse fundo eleitoral - dinheiro tirado da educação e infraestrutura".

Fidelix expressou receio quanto às urnas e as pesquisas eleitorais, que, segundo ele, poderão influenciar o resultado das eleições: "Tenho receio de que as urnas eletrônicas não traduzam o que o brasileiro deseja. E estou atento às pesquisas, que também tentam manipular o eleitorado. Pesquisam sem nem incluir todos os pré-candidatos. Isso é fake e é lamentável para a democracia".

Como ferramenta para combater a corrupção, Fidelix defende um Estado menor e mais eficiente: "eu pediria que o Congresso tivesse mais harmonia, no sentido de votar leis factíveis e leis viáveis para o País. Nossa Constituição hoje é uma colcha de retalhos. Temos que refazer o pacto federativo; a União terá que sugar menos dos Municípios e dos Estados. De plano, primeira coisa que eu faria seria chamar os banqueiros e dar uma dica pra eles: se continuarem a roubar os brasileiros, vão todos em cana. Vamos parar de brincar com os brasileiros! Serei um presidente muito severo, ordeiro e justiceiro. O Brasil precisa disso".

Questionado sobre militarismo, Levy Fidelix respondeu: "Defendo o militarismo civil e democrático. Acho que devemos ter uma tutela militar para defender os brasileiros. Em 35 anos de democracia, o que vimos é o que aí está. O brasileiro roubado, sem educação, sem infraestrutura, porque roubaram até a nossa honestidade. É necessário, sim, termos uma tutela militar, uma ajuda da instituição com maior confiança dos brasileiros. Pode ser um híbrido: Levy Fidélix presidente e um vice militar. Isso não afetaria a democracia em nada, porque isso que dizem que no tempo de militares tinha ditadura é uma falácia: o que tínhamos era a obediência à Constituição e obediência às leis". Sobre uma possível intervenção militar, o pré-candidato disse: "se não tiver jeito pelos meios democráticos honestos, tem que vir intervenção, sim". 

Sobre as reformas de Temer, Fidelix disse: "A reforma trabalhista veio para alcançar, pelo menos entre as pessoas que produzem, uma nota entre 7 e 8. As pessoas podem ter uma relação mais saudável de empregado e empregador. Já a reforma da aposentadoria é uma falácia. É quebrarmos um pacto. Muda o que foi combinado há muito tempo com o trabalhador e vitimiza pessoas que estão às vésperas de se aposentar. Tenho a impressão de que só favorece os bancos. A aposentadoria tem que ser respeitada, e a reforma tem que mirar o futuro". O pré-candidato lembrou que Temer é "continuidade do governo passado. Tem um mérito: não fez o Brasil piorar".

Questionado sobre a narrativa de que o impeachment de Dilma teria sido um "golpe", Fidelix disse: "Jamais fui golpista, muito pelo contrário. A maioria da população quis que o governo petista deixasse o poder, depois de demonstrar cabalmente que não defendia os interesses do povo. Mas não fiquei contente de continuar com o vice dela. Eu achei que tinha que tirar os dois. O PT exportava capitais brasileiros para gerar emprego lá fora, nos países "amigos" dos petistas. Enquanto isso, a carga tributária dos brasileiros chegou a 40%, sem nenhum retorno dos impostos pagos. O certo seria cair todo o governo. Saíram os que estavam aí, com seu líder maior preso. Todos em cana, e está certo. Moro está fazendo um belíssimo trabalho, e tenho a impressão de que as próximas eleições se darão em clima democrático".



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