sábado, 28 de abril de 2018

Modesto Carvalhosa expõe os motivos para o impeachment de Gilmar Mendes e pede ajuda à população


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O jurista Modesto Carvalhosa, autor do pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pediu ajuda aos brasileiros para divulgar os motivos do pedido e pressionar o presidente do Senado e os senadores para que deem andamento ao pedido de impeachment. Carvalhosa apresenta nove motivos pelos quais Gilmar Mendes deveria ser afastado de seu cargo. 

Leia abaixo o texto de Modesto Carvalhosa: 

Precisamos de toda ajuda. Ontem, saiu um artigo nosso na revista Veja, evidenciando, sob a luz da lei, os NOVE motivos pelos quais o ministro do Supremo Tribunal Federal deve perder seu cargo e ficar inabilitado para o exercício de função pública por oito anos. Como é um conteúdo para assinantes, colocamos aqui, no corpo dessa postagem, os nove motivos elucidados pelo texto.
Leia também: 

(1) Gilmar telefonou espontaneamente para Silval Barbosa, ex-governador do Mato Grosso, horas antes preso em flagrante na Operação Ararath, hipotecando-lhe solidariedade e prometendo interceder a seu favor junto ao Ministro Toffoli, que relatava o inquérito. Silval é, nas palavras do Ministro Fux, o protagonista de uma delação monstruosa.
(2) Gilmar votou contra a prisão do secretário da Casa Civil e da Fazenda desse mesmo ex-governador. Éder de Moraes Dias, segundo a Polícia Federal, foi o principal operador do esquema de corrupção descoberto na Ararath.
(3) Gilmar teve inúmeros encontros privados com o Presidente Michel Temer, fora da agenda oficial, alegando velha amizade e, ainda assim, com voto de minerva no TSE, absolveu a chapa Dilma-Temer de abuso de poder político e econômico na última campanha, de maneira a preservar o mandato do amigo. Nesse processo, a ex-mulher de Gilmar, Samantha Ribeiro Meyer-Pflug, emitiu parecer favorável a Temer, que depois viria a nomeá-la conselheira da Itaipu Binacional, sem contar que o Presidente ainda tornou um primo de Gilmar, Francisval Dias Mendes, diretor da Agência Nacional de Transporte Aquaviário.
(4) Gilmar, agindo como verdadeiro soldado do PSDB, a despeito de ser o relator de 4 entre 9 inquéritos contra Aécio Neves, aceitou o pedido deste para convencer o Senador Flexa Ribeiro a seguir determinada orientação no tocante a projeto de lei de abuso de autoridade.
(5) Gilmar, desprezando o fato de que sua atual mulher trabalha no escritório que defendia os interesses do notório Eike Batista, mandou libertá-lo da prisão.
(6) Gilmar por três vezes livrou do cárcere Jacob Barata Filho, milionário do setor de transportes do Rio de Janeiro, cuja filha casou com o sobrinho de Guiomar Mendes, mulher do Ministro. Mais: Francisco Feitosa, irmão de Guiomar, é sócio de Barata.
(7) Gilmar mandou soltar o ex-presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio Lélis Marcos Teixeira, como Barata, cliente do escritório de advocacia integrado pela esposa do Ministro.
(8) Gilmar votou no processo de anulação da delação premiada dos proprietários do Grupo J & F, a despeito de a JBS haver patrocinado com R$2,1 milhões eventos do IDP, Instituto de Direito Público, empresa da qual o Ministro é sócio.
(9) Gilmar determinou a soltura do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Riva, conhecido como o “rei da ficha suja no Brasil”, que foi defendido por Rodrigo Mudrovitsch, não só professor do IDP, mas também advogado do Ministro em outra causa.
Nos episódios expostos, Gilmar julgou e, pior, beneficiou quem não poderia julgar, quando era ao menos manifestamente suspeito. Gilmar, sem qualquer pejo, exerceu atividade político-partidária. Gilmar, enfim, procedeu de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções. Por isso pedimos o impedimento desse cidadão de sua funções imediatamente.
Precisamos de sua ajuda para que isto aconteça: compartilhando com todos os seus contatos para que o maior número de pessoas fique sabendo os motivos reais pelos quais o ministro Gilmar Mendes deve ficar inabilitado para o exercício de função pública.

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Gazeta Social
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