segunda-feira, 16 de abril de 2018

PMs que deveriam ir fazer a segurança dos cariocas são mantidos na escolta de Marcelo Freixo


Imagem: Wilton Junior / Estadão
A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro requereu  o retorno de 87 policiais militares que estavam cedidos à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Dentre os PMs, estão dois homens que fazem a escolta pessoal do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

O deputado é ameaçado de morte há dez anos depois de ter presidido a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, pela qual foram indiciadas mais de 200 pessoas e que resultou na prisão de líderes miliciados, o que lhe rende ameaças até hoje. À tarde, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que 40% do efetivo à disposição da Alerj será mantido - o que incluiriam os agentes de Freixo.

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Antes da manifestação de Jungmann, Freixo afirmou que iria se reunir na tarde desta segunda-feira, 16, com o secretário de Segurança, General Richard Nunes, para tratar do assunto. "Não é possível que haja polêmica sobre isso. Tenho certeza de que o bom senso irá prevalecer. Depois de dez anos, adoraria viver sem segurança, ter minha vida normal restabelecida, mas não é o caso nesse momento, me parece óbvio", afirmou o deputado. 

Ele se refere à suspeita de que milicianos são responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), que trabalhou no seu gabinete desde a época da CPI. Marielle foi executada dia 14 de março. O motorista de seu carro, Anderson Gomes, também morreu. Essa linha de investigação é a principal até agora, confirmou nesta segunda-feira, 16, o ministro da Segurança pública, Raul Jungmann.

“A CPI das Milícias não foi brincadeira, não acabou em pizza. O que fizeram com a Marielle mostra que é muito sério o que estamos vivendo no Rio de Janeiro. O relatório da CPI é atual, as recomendações não foram seguidas”, afirmou o deputado. Freixo tem também seguranças de outras origens que não a PM.

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Roberta Pennafort
O Estado de S.Paulo
Editado por Política na Rede 
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