sexta-feira, 27 de abril de 2018

Presidente do Chile 'põe o dedo na ferida' ao falar com Carmen Lúcia: 'Quando falha a Suprema Corte, a quem se recorre?'


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A visita era protocolar, mas acabou fugindo ao tradicional roteiro das reuniões de chefes de Estado no Supremo Tribunal Federal. Esses encontros costumam ter falas formais sobre o sistema de Justiça do Brasil e do país estrangeiro. Mas, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, nesta sexta-feira (27/4) se esforçou para  mostrar que conhece a mais alta Corte brasileira e colocou a presidente do STF, Cármen Lúcia, e os ministros Edson Fachin e Dias Toffoli em uma situação curiosa.

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Após Piñera afirmar que assiste a julgamentos do Supremo transmitidos pela TV Justiça e que “sabemos como pensam cada um de vocês”, o presidente disparou: “quando falha a Suprema Corte, a quem se recorre?”.

Com um leve sorriso no rosto, a ministra respondeu: “Não há (recurso)”.

O convidado não se conteve e brincou então dizendo que seria possível recorrer a Deus.

Numa tentativa de socorrer a colega, o Fachin lançou uma saída: “a última palavra, no sentido amplo e largo, é da sociedade.”

Piñera retrucou: “mas, a sociedade pode revogar decisão da Suprema Corte?”.

Os ministros responderam que não.

Numa conversa de 20 minutos, Piñera seguiu demonstrando interesse pela estrutura do Supremo e perguntou a média de tramitação de um recurso para ser decidido no tribunal.

“O Supremo tem uma carta de atribuições que não é muito comum nos outros países”, afirmou a presidente.   A ministra contou o volume de processos da Corte. O convidado saiu com essa: quando me disse que julgam 75 mil processos por ano, me senti culpado de ocupar seu tempo.

O chileno quis entender se havia alguma ideia de expansão, como a criação de mais uma turma. Vice-presidente do STF, Toffoli interveio: Uma 3ª Turma só abriria espaço para mais divergências, que teriam de ser resolvidas no plenário.

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Márcio Falcão
Jota
Editado por Política na Rede 
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