segunda-feira, 21 de maio de 2018

Brasil e países do Grupo de Lima não reconhecem 'eleição' de Maduro


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em nota emitida na manhã desta segunda-feira (21), o governo brasileiro, juntamente com os países integrantes do Grupo de Lima, afirmou que não reconhece a legitimidade do processo eleitoral realizado pela Venezuela no domingo, que culminou na vitória de Nicolás Maduro para um novo mandato até 2015. O documento afirma que os 14 países concordaram ainda em reduzir o nível das relações diplomáticas com Caracas e convocarão seus embaixadores para consultas.


O Itamaraty lamentou que o "governo venezuelano não tenha atendido aos repetidos chamados da comunidade internacional pela realização de eleições livres, justas, transparentes e democráticas". A chancelaria brasileira afirma ainda que, nas condições em que a votação foi realizada, "com numerosos presos políticos, partidos e lideranças políticas inabilitados, sem observação internacional independente e em contexto de absoluta falta de separação entre os poderes, o pleito do dia 20 de maio careceu de legitimidade e credibilidade".

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"As eleições de ontem aprofundam a crise política no país, pois reforçam o caráter autoritário do regime, dificultam a necessária reconciliação nacional e contribuem para agravar a situação econômica, social e humanitária que aflige o povo venezuelano, com impactos negativos e significativos para toda a região, em particular os países vizinhos", diz o Itamaraty, em nota separada em relação ao Grupo de Lima.

A nota emitida em conjunto pelo grupo, formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia, afirma que os países pretendem coordenar ações para que as organizações financeiras internacionais e regionais procurem não conceder empréstimos ao governo da Venezuela, devido à inconstitucionalidade de contrair dívida sem o endosso da Assembleia Nacional, "exceto quando o financiamento é utilizado em ações de ajuda humanitária, tendo em vista, previamente à sua concessão, os possíveis efeitos indesejáveis nas economias de terceiros países mais vulneráveis."

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UOL
Editado por Política na Rede
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